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MARIA ,
NÃO ME MATES QUE SOU TUA MÃE!
(1848) –
Novela
Trata-se de uma obra incipiente, do género de literatura
de cordel, baseado num monstruoso crime perpetrado em
Lisboa: uma filha que mata a sua mãe para a roubar,
instigada pelo amante. Este folheto, que saiu anónimo,
foi impresso a expensas de Camilo, o qual conseguiu
tocar a sensibilidade dos estratos mais populares. Daí o
seu enorme sucesso, traduzido em sucessivas edições. O
próprio Camilo refere-se à sua obra e aos contrafactores
dela em termos satíricos:
Lá vai uma chicotada nestes súcios que racham o
público com Maria! Não me mate, que sou tua mãe!, e
outras produções de quejando merecimento. [...] A
tal Maria José que matou a mãe tem dado bem bom
dinheiro.
(in Eco Popular, de 7-2-1849).
Publicado
por
Joaquim Matias da Silva
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