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MURRAÇA
(1848) –
SÁTIRA
“Poema épico em três cantos”, é constituído por 32
estrofes em oitava rima, onde Camilo ridicularizou o
conflito ocorrido na Sé do Porto entre o cónego João
Bernardo, íntimo do marquês de Tomar, e o arcediago
Pimentel (Francisco de Passos de Almeida Pimentel). O
estilo jocoso deste poema herói-cómico é uma constante,
como o prova a seguinte oitava (imitação camoniana):
‘Stavas , padre João pacato e quedo
Da prebenda comendo o pingue fruito,
C’os queixos inda virgens do soquedo,
O que o Passos não deixa durar muito.
Na pândega folgada sempre ledo
Co’o estômago de vinho nunca enchuito,
Mandando aos jornais artigozinhos,
Contra o Passos que come a dous carrinhos.
Publicado
por
Joaquim Matias da Silva
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