O Processo de Vasco Abdul
combina a estrutura dramática com a estrutura de torneio
poético: Vasco Abdul queixa-se à Rainha de uma moça a
quem dera, enquanto bailava, por brincadeira, um colar
de ouro, que desejava ver restituído. Depois do cómico
gerado pela exposição da situação, o "processo"
desenvolve-se com a intervenção de "ajudadores" de
defesa ou de embargo, entre os quais figuram, por
exemplo, o próprio Anrique da Mota e Gil Vicente.
Anrique da Mota, em O Processo de Vasco Abdul, fustiga
como motivos principais a avareza, a ambição e a penúria
do reino.