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Passou,
depois, a viver em Lisboa, em inactividade. Numas férias, fez uma viagem ao
Oriente, de onde resultou o Opiário.
Ensinou-lhe Latim um tio beirão, que era padre.
Alto, magro, com tendência a curvar-se, cara rapada, entre o branco e o moreno,
tipo vagamente de judeu português; cabelo, porém, liso e normalmente apartado ao
lado. Usava monóculo.
Pessoa apoda-o de "poeta futurista, por vezes escandaloso".
É um homem moderno, agressivo, habitante da cidade, que
faz a exaltação do progresso e carrega também a angústia
do homem da sua época.
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Álvaro de Campos
(pormenor): Almada Negreiros(1893-1970).
Mural da Faculdade de Letras de Lisboa, 1958.
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