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* Baltasar regressa à casa
paterna e Blimunda estabelece contacto com a
nova família: João Francisco e Marta Maria, pais
de Baltasar – "Sendo assim, bem-vinda sejas à
casa dos Sete-Sóis" (pág. 107).
* Venda forçada das terras
de cultivo para a construção do convento. O pai
de Baltasar também teve de vender a sua terra – "Então
porque a vendeu. Foi el-rei quem a quis, a minha
e outras, E para que as quis el-rei, Vai mandar
construir ali um convento de frades" (pág.
108).
* Blimunda conhece a irmã
de Baltasar, Inês Antónia, o marido, Álvaro
Diogo, e os seus dois filhos, de quatro e dois
anos, respetivamente. Este último morrerá, de
bexigas, antes de perfazer os três anos de
idade, tal como acontecerá com o filho do rei, o
infante D. Pedro.
* Funerais do infante D.
Pedro e do sobrinho de Baltasar – "em
Mafra foi
só um anjinho a enterrar, (...) mas em Lisboa
(...) foi outra pompa, saiu o infante (...)
metido no caixãozito (...) acompanhado de toda a
nobreza" (pág. 107).
* Através de outra
prolepse, ficamos a saber que a rainha está
novamente grávida, agora do futuro rei (D. José
I).
D. José I
(1714-1777)
* Enquanto não arranja
trabalho, Baltasar trabalha na lavoura, com o
pai.
* São abertos os primeiros
alicerces do futuro Convento de Mafra (página
113).
* Comparação entre a união
de Baltasar e Blimunda com o casamento do rei e
da rainha: de um lado, há espontaneidade,
partilha, amor verdadeiro; do outro, há
artificialidade, falta de amor, jogos de
interesses, numa relação física que visa
essencialmente a procriação e o cumprimento de
um dever conjugal (página 113).
* A rainha é apresentada
como uma devota parideira, que visita todos os
lugares sagrados, menos o Convento de Odivelas,
onde está, naturalmente, a amante predileta do
rei, a Madre Paula!... (página 116).
* O rei, atingido por uma doença (atrabile -
doença do foro hipocondríaco), é
obrigado a partir para Azeitão, em busca de
cura.
* Afastado o rei da corte,
o infante D. Francisco investe junto da cunhada,
confessando-lhe que gostaria de ser rei e casar
com ela, quando D. João V morresse – "Então,
morrendo meu irmão, casamos" (pág. 116).
Desenganada com os desejos pérfidos do cunhado,
a rainha deixará de sonhar mais com ele (página
119).
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