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XI |

* O padre Bartolomeu
Lourenço regressa, após três anos de ausência –
"três anos inteiros haviam passado desde que
partira" (pág. 121).
* Constata o abandono da abegoaria (na quinta de S.
Sebastião da Pedreira) e verifica que Baltasar cuidara da
passarola, conforme lhe havia pedido. Parte,
depois, para Coimbra, mas faz um desvio no
percurso para visitar Baltasar e Blimunda em
Mafra, onde se apercebe da movimentação em torno
da construção do convento – "Quando o padre
Bartolomeu Lourenço, (...) começou a descer para
o vale, deu com uma multidão de homens"
(pág. 123).
* Encontro de Bartolomeu
Lourenço com o vigário de Mafra, que tinha feito
um bom negócio com a venda das suas terras - "Tinha
este pároco feito um bom negócio de terrenos por
serem dele algumas das terras do alto da Vela,
e, ou por valerem elas muito, ou por muito valer
o proprietário, fez-se a avaliação por alto,
cento e quarenta mil réis, nada que se possa
comparar com os treze mil e quinhentos que foram
pagos a João Francisco." A respeito da
relação entre Blimunda e Baltasar, o Padre
Bartolomeu mente-lhe, ao dizer: "Fui eu que os
casei, em Lisboa" (página 125).
* O Padre Bartolomeu
explica como aprendeu, na Holanda, o modo de
arranjar o éter: o éter que fará voar a
passarola vive dentro das pessoas. Não é a alma
dos mortos, mas a vontade dos vivos (página
130). Por isso, antes de se dirigir para
Coimbra, para
aprofundar os seus estudos e se tornar doutor,
encarrega Baltasar de continuar com a construção
da máquina voadora e propõe a Blimunda a recolha
das vontades dos homens em frascos de vidro,
porque o éter "compõe-se (...) das vontades
dos vivos" (pág. 130).
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