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MEMORIAL DO CONVENTO - Sequências narrativas

 

Capítulo

SEQUÊNCIAS NARRATIVAS Págs.

XVIII

 

* Na construção do convento delapida-se o tesouro público, porque todos os objetos de arte para decorar o convento vêm do estrangeiro – "pagando-se, com o ouro das minhas e mais fazendas, os recheios e ornamentos" (pág. 234).

 

 

* De Portugal aproveita-se pouco mais do que a pedra e, claro, a mão-de-obra: "De Portugal não se requeira mais que pedra, tijolo e lenha para queimar, e homens para a força bruta, ciência pouca" (página 234).


* Histórias de vida dos trabalhadores – "O meu nome é Francisco Marques, nasci em Cheleiros (...) O meu nome é José Pequeno (...) apareci numa aldeia ao pé de Torres Vedras (...) Chamo-me Joaquim da Rocha, nasci no termo de Pombal (...) O meu nome é Manuel Milho, venho dos campos de Santarém (...) O meu nome é João Anes, vim do Porto e sou tanoeiro" (págs. 235, 236, 237).

 

* A nomeação desses trabalhadores é uma forma de os dignificar; logo, por extensão, foi a forma que Saramago arranjou para glorificar todos os que, anonimamente, sem qualquer tipo de reconhecimento público, construíram, por vezes com o sacrifício da própria vida, o grandioso convento de Mafra, no cumprimento de um capricho dum rei megalómano, que queria deixar a "obra do regime".

JMS

 

 

233-245

 

Escrito e publicado por

Joaquim Matias da Silva

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© Joaquim Matias 2008/2014

 

 

 

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