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II |
* Crítica à Igreja, com
menções aos milagres atribuídos ao frei Miguel
da Anunciação (o corpo que não se corrompia,
contrariando a recomendação dos médicos de "abreviada
sepultura", por recearem exactamente a sua
corrupção acelerada e os milagres que fazia -
dava "vista a cegos e pés a mancos") , à
fé cega das pessoas em milagres e aos
franciscanos, que, contrariando os seus votos de
pobreza, desejavam ardentemente, desde 1624, que
o rei lhes construísse um grande convento.

* A referência a vários milagres
efetuados por
franciscanos ou com eles relacionados - história de Frei Miguel da Anunciação e história
de
Santo António (seus milagres e
castigos) -, constitui um bom augúrio para o rei e
a sua esposa.
* Efetivamente, D. Maria
Ana fica grávida, o que foi considerado mais um
"milagre" dos franciscanos – “disse frei
António de S. José que convento havendo, haverá
sucessão. A promessa está feita, a rainha parirá"
(página 26).
*
Nova visão crítica do narrador face às promessas e
milagres dos franciscanos: o mundo marcado por
excesso de riqueza e extrema pobreza.
JMS |
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