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XX |
* Baltasar e Blimunda
regressam, mais uma vez, a Monte Junto para
remediar os estragos da passarola, que já estava
abandonada quase há 4 anos – "Trabalharam
ambos até ao pôr do sol" (pág. 280).

* Após uma
noite de amor, em que "Em profunda escuridão se
procuraram, nus" (pág. 281), "pelo meio da manhã
acabaram o trabalho. Mais por a terem cuidado
homem e mulher do que por terem sido dois os
cuidadores, a máquina parecia renovada, tão
esperta como no seu primeiro voo" (pág. 282).
* Baltasar e Blimunda
regressam a Mafra, onde podem, de novo,
constatar a miséria do povo, que trabalha muito,
come pouco, é atacado por toda a espécie de
bichos (pulgas, piolhos, percevejos), vive na
imundície, é atacado por doenças venéreas,
entrega-se à prática da prostituição... (páginas
283-284).
*
Morte do pai de Baltasar, já depois do filho lhe
ter contado o seu voo da passarola – "Eu
voei, pai, Filho, eu acredito" (página 277);
"Em uma hora destas
morreu João Francisco Sete-Sóis. Esperou que o
filho descesse da obra" (pág. 277).
* Reflexão sobre a
inutilidade da vida (página 286).
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275-286 |