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* Crítica aos portugueses:
a) aos
níveis económico e mercantil;
b) aos
níveis político, militar e logístico.
* Narrativa de João Elvas,
a Baltasar, sobre um hipotético ataque dos
franceses a Lisboa, que mais não era do que a
chegada de uma frota com bacalhau!...
* O Padre Bartolomeu
Lourenço desloca-se ao Paço para
interceder por Baltasar, com o intuito de este vir
a receber uma pensão de guerra, comprometendo-se,
ainda, a falar com o Rei, caso a resposta demorasse
muito.
* João Elvas refere-se ao
Padre Bartolomeu Lourenço como o
Voador, tendo em conta as suas diversas
tentativas para voar, tentativas, aliás,
confirmadas pelo padre: "Pois eu faz dois
anos que voei, primeiro fiz um balão que ardeu,
depois construí outro que subiu até ao tecto
duma sala do paço, enfim outro que saiu por uma
janela da Casa da Índia e ninguém tornou a
ver..." (página 63)
* O Padre Bartolomeu
justifica o seu desejo de voar com a necessidade
que está na base das conquistas do homem. Foi
por isso que travou conhecimento com a mãe de
Blimunda, dadas as visões que esta tinha de
pessoas a voar.
* Baltasar questiona o
padre sobre o facto de Blimunda comer pão, de
manhã, antes de abrir os olhos. Este confessa
saber as razões, mas diz a Baltasar que ele
nunca as saberá pela boca dele. Acrescenta
apenas que se trata de um grande segredo e que
teria de ser ela a contar-lhe.

* O padre Bartolomeu
procura convencer Baltasar a ajudá-lo na
construção da passarola, recorrendo, para isso,
a um argumento um tanto ou quanto falacioso - "Com
essa mão e esse gancho podes fazer tudo quanto
quiseres, (...) e eu te digo que maneta é Deus,
e fez o universo" (pág. 68).
* Descrição da passarola a
Baltasar, a partir do desenho feito pelo Padre
Bartolomeu Lourenço, em S. Sebastião da
Pedreira, na Quinta do Duque de Aveiro.
JMS |