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MEMORIAL DO CONVENTO - Sequências narrativas

 

Capítulo

SEQUÊNCIAS NARRATIVAS Págs.

VIII

 

* Relação amorosa de Baltasar e Blimunda é vista como uma espécie de comunhão.

 

* Por insistência de Baltasar – "Primeiro me terás de dizer que segredos são estes" (pág. 78) – Blimunda revela-lhe o seu segredo e os seus poderes sobrenaturais - "Eu posso olhar por dentro das pessoas. (...) Não vejo se não estiver em jejum (...) O meu dom não é heresia, nem é feitiçaria, os meus olhos são naturais" (pág. 79); "Perco o meu dom quando muda o quarto da lua, mas logo volta a seguir, quem me dera que o não tivesse" (página 80).

 

* É para não ver o interior de Baltasar que Blimunda come o pão ao acordar. Mas, perante a incredulidade de Baltasar, Blimunda é obrigada a exemplificar "os seus olhares por dentro", visualizando ou prevendo uma série de acontecimentos: uma mulher grávida de um menino, que "leva duas voltas de cordão enroladas ao pescoço"; composição do chão que pisa; um esqueleto de um peixe debaixo da terra; um homem novo que sofre de uma doença venérea; um frade com bicha-solitária; e, finalmente, uma moeda que Baltasar retirará do subsolo usando o espigão (página 82). 

 

* A brincadeira estúpida do infante D. Francisco, que se entretém "a espingardear, da janela do seu palácio, à beirinha do Tejo, os marinheiros que estão empoleirados nas vergas dos barcos, só para provar a boa pontaria que tem"!... (página 83).

 

 

* Figura ridícula de um frade, a correr nu, pelas ruas de Lisboa, "sacudindo badalo e guizos", depois de ser apanhado a fazer amor com uma mulher (página 86).

 

* Nomeação do cardeal D. Nuno da Cunha - exemplo de ostentação.

 

* Baltasar ainda não recebe a tença pedida pelo Padre Bartolomeu de Gusmão. É, entrementes, despedido, "não tarda", do açougue onde trabalhava (página 88).

 

* Nasce o segundo filho de D. João V, o infante D. Pedro – "Entretanto, nasceu o infante D. Pedro" (pág. 88).

 

* Escolhe-se o alto da Vela como local para a construção do convento - "El-rei foi a Mafra escolher o sítio onde há-de ser levantado o convento. Ficará neste alto a que chamam da Vela" (pág. 88).

JMS

 

 

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Escrito e publicado por

Joaquim Matias da Silva

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© Joaquim Matias 2008/2014

 

 

 

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