Os representantes de um espiritualismo convencional e
dogmático, de uma religiosidade beata e vazia, são
objecto de uma crítica persistente por parte do
narrador, que denuncia o desregramento, a corrupção e a
degradação moral de uma classe, cuja crueldade e
perversidade é exponencializada pelo Tribunal do Santo
Ofício e cuja violência gratuita vem ao de cima aquando
da realização dos autos-de-fé.