Desde longa data, é um amigo desinteressado da família
de Gomes Freire de Andrade (p.115).
Crítico mordaz,
compreende como poucos o que representava o seu
amigo Gomes Freire de Andrade: "A sua vida
inteira foi uma conspiração permanente contra o
que esta gente [os governadores do reino e seus
lacaios] representa!", até porque "O Deus deste
Reino é um fidalgo respeitável que trata como
amigo a Pôncio Pilatos" (p. 87).
Nutre grande admiração pelo general, ao mesmo
Sousa Falcão e
Matilde, numa representação da peça.
tempo que apouca a sua imagem, achando-se
vil, cobarde, por não
agir: "Só é digno de ser amigo de alguém
quem de si próprio é amigo, Matilde, e eu odeio-me com
toda a força que me resta."; "As ideias de Gomes Freire
são também as minhas, mas ele vai ser enforcado - e eu
não."; "(...) Faltou-me sempre a coragem para estar na
primeira linha..." (pp.136 e 137).
Todavia, seguindo o exemplo de Matilde, termina por
agir, revoltando-se contra D. Miguel Forjaz (p.119).
É dele a famosa frase: "Há
homens que obrigam todos os outros a reverem-se por
dentro..." (p. 137).