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FELIZMENTE HÁ LUAR! - Personagens

 

António de Sousa Falcão

 

Desde longa data, é um amigo desinteressado da família de Gomes Freire de Andrade (p.115).

 

Crítico mordaz, compreende como poucos o que representava o seu amigo Gomes Freire de Andrade:  "A sua vida inteira foi uma conspiração permanente contra o que esta gente [os governadores do reino e seus lacaios] representa!", até porque "O Deus deste Reino é um fidalgo respeitável que trata como amigo a Pôncio Pilatos" (p. 87).

 

Nutre grande admiração pelo   general,    ao    mesmo

Sousa Falcão e Matilde, numa representação da peça.

tempo que apouca a sua imagem, achando-se  vil,  cobarde,   por  não agir: "Só é digno de ser amigo de alguém quem de si próprio é amigo, Matilde, e eu odeio-me com toda a força que me resta."; "As ideias de Gomes Freire são também as minhas, mas ele vai ser enforcado - e eu não."; "(...) Faltou-me sempre a coragem para estar na primeira linha..." (pp.136 e 137).

Todavia, seguindo o exemplo de Matilde, termina por agir, revoltando-se contra D. Miguel Forjaz (p.119).

 

É dele a famosa frase: "Há homens que obrigam todos os outros a reverem-se por dentro..." (p. 137).

 

Joaquim Matias da Silva

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© Joaquim Matias 2008

 

 

 

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