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«Tive conselhos para não pôr em latim estes
belos versetes do salmo penitencial que faço
cantar aos frades. Não cedi, porque era
faltar à verdade e diminuir a solenidade da
impressão que a língua latina
inquestionavelmente produz nas cerimónias da
Igreja. Mostrou-me a |
experiência que eu é que tinha razão. Num
poema narrativo teria feito como fiz no
segundo canto de Camões, em que traduzi os
versos b. Em drama, o que se represente deve
ser o mais próximo possível do que
efectivamente se passou, ou devia passar».
(A. Garrett)