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Fernando Pessoa

 

SE EU, AINDA QUE NINGUÉM


Se eu, ainda que ninguém,
Pudesse ter sobre a face
Aquele clarão fugace
Que aquelas árvores têm,

Teria aquela alegria
Que as coisas têm de fora,
Porque a alegria é da hora;
Vai com o sol quando esfria.

Qualquer coisa me valera
Melhor que a vida que tenho -
Ter esta vida de estranho
Que só do sol me viera!
 

(Fernando Pessoa, Cancioneiro, 16-09-1933)

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© Joaquim Matias 2009