TUDO QUANTO PENSO
Tudo quanto penso, Tudo quanto sou É um deserto imenso Onde nem eu estou.
Extensão parada Sem nada a estar ali, Areia peneirada Vou dar-lhe a ferroada Da vida que vivi. [...]
(Fernando Pessoa, Poesias, 18-03-1935)
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© Joaquim Matias 2009