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Fernando Pessoa

 

MINHA ALMA SABE-ME A ANTIGA

 

Minha alma sabe-me a antiga
Mas sou de minha lembrança,
Como um eco, uma cantiga.
Bem sei que isto não é nada,
Mas quem dera a alma que seja
O que isto é, como uma estrada.

Talvez eu tosse feliz
Se houvesse em mim o perdão
Do que isto quase que diz.

Porque o esforço é vil e vão,
A verdade, quem a quis?
Escuta só meu coração.

 

(Fernando Pessoa, Poesias Inéditas)

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© Joaquim Matias 2009