Camilo Castelo Branco
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Camilo Castelo Branco

CAMILO CASTELO BRANCO

 

BREVE RESENHA  BIOGRÁFICA

 

 

INFÂNCIA TRISTE E ADOLESCÊNCIA LEVIANA

 

1825

 

Em 16 de Março, nasce em Lisboa, na rua da Rosa, Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco.

 

 

 

 

 

 

Casa na rua da Rosa, em Lisboa, onde nasceu Camilo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1827

A 6 de Fevereiro, ainda Camilo era um bebé, com dois anos incompletos, o destino madrasto rouba-lhe a mãe, D. Jacinta Rosa do Espírito Santo.

 

 

 

1830 1831

 

Casa dos Vilaças, em Vila Real, onde, presumivelmente, terá vivido por uns tempos Camilo.

Faz os estudos primários em Lisboa; primeiro na Escola do mestre Inácio Minas, localizada na Rua dos Calafates; depois na Escola de Satírico Salazar, sita na calçada do Duque. Terá, entretanto, passado uma breve temporada em Vila Real, para onde foi com o seu pai, funcionário dos correios, tendo provavelmente habitado o alto do prédio que então os correios ocupavam - a casa dos Vilaças, uma residência apalaçada, localizada na actual Av. Almeida Lucena (à altura designada por Carreira de Baixo), onde hoje funcionam alguns serviços do Instituto Universitário.

 

1835

 

 

 

Em 22 de Dezembro, morre-lhe o pai, Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco.

 

1836

Inicia, então, com sua irmã Carolina (nascida em 24 de Março de 1821), uma viagem de barco, rumo a Trás-os-Montes, para o amparo de familiares. Uma tempestade não permitiu que o navio acostasse no Porto e foi desembarcar a Vigo. De caminho para casa de uma tia, em Vila Real, extasiou-se com as belezas do Bom Jesus do Monte, em Braga, e teve ocasiões sobejas para se deixar enfeitiçar pela paisagem idílica do Minho. Fica a viver em Vila Real, aos cuidados da tia paterna, D. Rita Emília da Veiga Castelo Branco, e do seu amante, João Pinto da Cunha, entretanto nomeado tutor dos menores.

 

Braga: Bom Jesus do Monte.

 

1837

 

 

Irrequieto e sôfrego de aventura, regressa a Lisboa e pede ao conselho familiar que lhe arranje um destino. Para pesar seu, foi decidido que voltasse para Vila Real.

 

1839

 

Vai viver para Vilarinho da Samardã, para casa da irmã mais velha (D. Carolina Rita Botelho Castelo Branco), recém-casada com Francisco José de Azevedo, na altura ainda estudante de Medicina, mas que brevemente exercerá a profissão de médico. É aí que passa o melhor do seu tempo, entretido com os rebanhos “por entre brenhas e florestas”. É aí que se familiariza com a serra, com os lavradores, com a vida ao ar livre, com as caçadas às perdizes e aos lobos. É aí também que recebe educação religiosa e literária do P. e António de Azevedo, irmão de seu cunhado. Adquire conhecimentos de latim e de francês e entra em contacto com muitas produções da literatura clássica portuguesa.

 

 

Vilarinho de Samardã: numa árvore centenária está pregada uma tosca placa, com a indicação: Rua Camilo Castelo Branco . Mais ao fundo, vê-se uma janela da casa da irmã de  Camilo, onde ele passou parte da sua adolescência. Ao lado da porta de entrada, está uma lápide, na qual se pode ler uma frase do escritor: "Onde passei os primeiros e únicos felizes annos da minha mocidade."

 

 

1940

 

 

 

Abandona a casa de sua irmã, volta para Lisboa, mas pouco tempo depois está de regresso a Vila Real. A estas saídas não são estranhas razões sentimentais.

1941

 

Acompanha a tia a Friúme (Ribeira de Pena) e aí se demora a compor e a ensaiar entremezes.

Emprega-se como escrevente do Secretário da Câmara, Luís da Cunha Lemos, que acumulava as funções de escrivão da Fazenda e de Tabelião de Julgado.

Em 18 de Agosto, mal entrado na adolescência, casa com Joaquina Pereira de França, uma camponesa nascida em Gondomar, em 1826, e passa a  viver em Ribeira de Pena.

 

 

Camilo viveu em Ribeira de Pena: imagem da famosa ponte pênsil, construída em arame.

1842

 

 

Igreja do Salvador, na vila de Ribeira de Pena. Foi nesta igreja que Camilo Castelo Branco casou com Joaquina de França. Esta mesma igreja é referida em algumas passagens dos seus livros.

Com vista a inscrever-se num Curso Superior, e instigado pelo sogro, estuda com o bom latinista padre Manuel Rodrigues, conhecido por padre Manuel da Lixa. Entretanto, tem que abandonar Friúme, por causa de uns versos satíricos, que lhe criam animosidades várias. Vai para Vilarinho da Samardã, onde, ao fim de três meses, lhe é desaconselhada a presença, presumivelmente por motivos de natureza sentimental – amores com outra transmontana,  Maria do  Adro   (?), por causa de quem abandona Joaquina Pereira e Trás-os-Montes, à pressa, fugindo para Lisboa.

 

Publicado por

Joaquim Matias da Silva

 

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