* É nobre, da
família dos Vilhenas. Aliás, o epíteto de "Dona"
só se dava, no séc. XVII, às senhoras da
aristocracia.
* Sentimentalista, é uma personagem modelada,
pela sua densidade psicológica e pela capacidade
de gerar conflitos (vemo-la em conflito
constante com Telmo, por este acreditar na vinda
de D. João; com Maria, por ter ideias
sebastianistas; com Manuel, por obrigá-la a
mudar de casa.
* Modelo da mulher romântica: mulher-anjo /
mulher-demónio.
* Marcada pelo destino: amor fatal.
* Ligada à lenda dos amores infelizes de Inês de Castro
(I, 1).
* Desassossegada e apavorada porque se sente pecadora (o
seu nome evoca o de outra pecadora: Madalena, figura
bíblica);
* Roída pelos remorsos do passado (amara Manuel quando
vivia ainda com o primeiro marido, por quem não nutria
amor, apenas guardava fidelidade), acaba redimida pela
purificação conventual (solução romântica).