Época dos Filipes – 3.ª dinastia: a filipina ou
castelhana, com Filipe I (1581 a 1598), Filipe II (1598
a 1621) e Filipe III (1621 a 1640). É uma época de
grandes perturbações a nível nacional. Ao fim de
quatrocentos anos de nação independente, Portugal perdia
a sua independência. Nas Cortes de Tomar, em Abril de
1581, D. Filipe I ainda jurou governar Portugal
separadamente de Espanha; respeitar todos os usos,
costumes, liberdades, direitos e leis portugueses;
nomear para cargos políticos, eclesiásticos e judiciais
os Portugueses de nascimento; respeitar a Língua
Portuguesa como língua oficial. As promessas, porém,
depressa são esquecidas e os reis espanhóis procuraram
tornar Portugal numa província espanhola. O grandioso
reino de Portugal desmoronava-se rapidamente...
Ingleses, Holandeses e Franceses, com quem os Espanhóis
andavam em guerra, aproveitaram para assaltar e saquear
as nossas províncias de além-mar. Daí que os Portugueses
tivessem compreendido que só uma revolução bem
organizada pudesse trazer a libertação do jugo
estrangeiro. Começaram, por isso, desde cedo, a minar o
terreno e o mito sebastianista, a crença na chegada de
um Salvador, foi alimentado até à exaustão. O tão
ansiosamente esperado dia da Libertação dá-se em 1 de
Dezembro de 1640 – o dia da Restauração.