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JOSÉ MARIA
DE EÇA DE
QUEIRÓS
- A Aia - Resumo da Acção
Resumo
da ação
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Um rei jovem
e valente partira a batalhar por terras distantes, deixando só e triste
a rainha e um filho pequeno. Desafortunadamente o rei perdeu a vida numa
das batalhas e foi chorado por sua esposa. Sendo herdeiro natural do
trono, o bebé estava sujeito aos ataques de inimigos dos quais e
destacava o seu tio, irmão bastardo do rei morto que vivia num castelo
sobre os montes, com uma horda de rebeldes. O pequeno príncipe era
amamentado por uma aia, mãe de um bebé também pequeno. Alimentava os
dois com igual carinho pois um era seu filho e outro viria a ser seu
rei. A escrava mostrava uma lealdade sem limites.

Ora, como se
esperava, o bastardo desceu da serra com a sua horda e começou uma
matança sem tréguas. A defesa estava fragilizada pois a rainha não sabia
como fomentá-la, limitando-se a temer e a chorar a sua fraqueza de viúva
sobre o berço de seu filho. Uma noite a aia pressentiu uma movimentação
estranha, verificando a presença de homens no palácio. Rapidamente se
apercebeu do que iria passar-se e trocou, sem hesitar, as crianças dos
respectivos berços. Nesse instante, um homem enorme entrou na câmara,
arrebatou do berço de marfim o pequeno corpo que ali descansava e partiu
furiosamente. A rainha, que entretanto invadira a câmara, parecia louca
ao verificar as roupas desmanchadas e o berço vazio. A aia mostrou-lhe,
então, o berço de verga e o jovem príncipe que ali dormia.
Entretanto, o
capitão dos guardas veio avisar que o bastardo havia sido vencido, mas
infelizmente o corpo do príncipe tinha também perecido. A rainha
mostrou, então, o bebé e, identificando a sua salvadora, abraçou-a e
beijou-a, chamando-lhe irmã do seu coração. Todos a aclamaram, exigindo
que fosse recompensada. A rainha levou-a ao tesouro real, para que
pudesse escolher a joia que mais lhe agradasse. A ama, olhando o céu,
onde decerto estava o seu menino, pegou num punhal e cravou-o no seu
coração, dizendo que agora que tinha salvado o seu príncipe tinha de ir
dar de mamar ao seu filho.
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Estrutura
da ação
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Introdução
(dois primeiros parágrafos) |
Apresentação do rei e do seu reino. Partida
do rei, deixando sozinhos a rainha, o filho
e o reino.
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Desenvolvimento
(de "A rainha chorou magnificamente o rei
..." até " Era um punhal de um velho rei
(...) e que valia uma província.")
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Comportamento das personagens aquando da
morte do rei: a aia troca as crianças quando
pressente o ataque ao palácio pelo ambicioso
tio e a sua horda; morte do tio e do escravo
zinho; reacção das personagens à morte do
suposto principezinho. |
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Conclusão
( três últimos parágrafos)
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Por amor ao filho, a aia suicida-se. |
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Da conclusão infere-se que, se considerarmos a
história da aia, estamos perante uma narrativa
fechada, pois apresenta um desenlace
irreversível.

A articulação das sequências narrativas
(momentos de avanço) faz-se por encadeamento. Os
momentos de pausa abrem e fecham a narrativa e
interrompem, por vezes, a narração com
descrições (espaço, objectos, personagens).
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Símbolos
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Ao longo da acção há inúmeras referências ao
ouro, material precioso e incorruptível, símbolo
de perfeição. Para além do seu valor material,
simboliza a salvação, a elevação de uma forma
superior de vida, mais espiritual. O príncipe,
frágil e inocente, tem cabelos louros e dormia
no seu berço com o seu guizo de ouro fechado na
mão. Na câmara dos tesouros todos os objectos
cintilavam e até o céu se tingia de ouro. E era
no céu, que se encontrava o escravo, salvo dos
perigos e era junto dele que a aia desejou
estar.
Entretanto, a presença da escuridão, da noite ao
longo da acção, acentua o carácter trágico da
mesma. Os cabelos negros do escravo, em
contraste com os cabelos louros do príncipe são
referências à morte do primeiro versus a
salvação do segundo. |
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In
http://www.prof2000.pt/users/agrela/rosto.htm
(com adaptações)
Joaquim
Matias da Silva |
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