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Uma educação “à inglesa”, rígida, espartana,
respeitando o lema “mente sã em corpo são”.
Trata-se de um processo educacional baseado na
força, na ginástica, no culto pela língua
inglesa, em detrimento do latim, na rejeição da
memorização e na desvalorização da religião. |
Uma educação "à portuguesa" tipicamente romântica,
enfastiante, à base da memorização, vendo a
ginástica como uma atividade que faz atletas,
mas não cristãos. Há como que uma redoma que
protege a criança do exterior, negando-se a ação ao ar
livre, o que conduz invariavelmente à sua
fragilização física, psicomental, ética e moral. |
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Mestre inglês – Mr. Brown.
Faz "ladear a Brígida", a "eguazita".
A ginástica:
“remar como um barqueiro";
Trapézio, onde faz "habilidades de palhaço";
"Prrimeiro forrça! Forrça! Músculo..."
"O Latim era um luxo de erudito", uma língua
morta", por isso Carlos vai aprender Inglês e
descobrir o que é "… a chuva que o molha, como
se faz o pão que come e todas as outras coisas
do universo em que vive".
A instrução para uma criança não é recitar
(...). É saber factos, noções, coisas úteis,
coisas práticas...".
Desvalorização da educação religiosa ("a
cartilha") – p. 67.
quando lhe pediram que "dissesse o Ato de
Contrição", respondeu que "nunca em tal ouvira
falar";
Afonso quer que Carlos seja virtuoso, por
amor da virtude, e honrado, por amor da honra;
mas não por medo às caldeiras de Pêro Botelho,
nem com o engodo de ir para o Reino do Céu", mas
"porque é indigno de um cavalheiro e de um homem
de bem..."
"... com as pernas retesadas contra a barra
do trapézio, as mãos às cordas (...), com os
cabelos ao vento (...), todo ele sorria (...), o
brilho dos seus olhos negros e muito abertos"
(p. 66).
"Boxava à inglesa" (p. 72).
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"Um edificante amor por alfarrábios".
"... a sua alegria era estar a um canto,
embrulhado num cobertor, folheando in-fólios".
"... permanecia horas imóvel numa cadeira
(...) passava dias a traçar algarismos, com a
linguazinha de fora".
"... diz tu (...) aqueles lindos versos”;
“... e a mamã prometeu-lhe que, se dissesse os
versinhos, dormia essa noite com ela".
(O excesso de mimos da mamã e da titi)
"… abriu a boca e como de uma torneira lassa
veio de lá escorrendo, num fio de voz, um
recitativo
lento e babujado (...). Disse-a toda - sem se
mexer, com as mãozinhas pendentes, os olhos
mortiços
pregados na titi".
(A recitação de "A Lua de Londres", do poeta
ultrarromântico João de Lemos – influência
nefasta da poesia ultrarromântica).
"Que memória! Que memória!... É um
prodígio!...!" (no dizer do Vilaça)
"... o Eusebiozinho, a um repelão mais
forte, rolara no chão, soltando gritos
medonhos".
"... craniozinho calvo de sábio (...) de
perninhas bambas (...) facezinha trombuda, a que
o excesso de lombrigas dava uma moleza e uma
amarelidão de manteiga, os seus olhinhos vagos e
azulados (...) as perninhas moles".
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Conhecimento prático.
Aprendizagem de línguas vivas (Inglês).
Formatura em Medicina.
Abertura, tolerância e convivência. |
Conhecimento teórico.
Aprendizagem do Latim.
Bacharel em Direito e, depois,
Desembargador.
Isolamento e intolerância.
Fragilidade, decadência física, covardia
(pp. 605)
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A elegância e a destreza.
Educação deficiente para o meio social em
que irá mover-se pelos meandros deletérios da
capital portuguesa.
Falta de educação da vontade - vai falhar
quando entregue a si mesmo.
Diletantismo.
Romântico, apesar da educação "britânica"
(p. 714)
Imoralidade – incesto. |
O falhanço.
A prostituição (pp. 225-226).
A corrupção (a deslealdade, a falsidade, a
calúnia – p. 543)
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