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OS MAIAS - A  educação

 

Carlos versus Eusebiozinho/Pedro da Maia

 

 

 

 

CARLOS

 

EUSEBIOZINHO

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Uma educação “à inglesa”, rígida, espartana, respeitando o lema “mente sã em corpo são”. Trata-se de um processo educacional baseado na força, na ginástica, no culto pela língua inglesa, em detrimento do latim, na rejeição da memorização e na desvalorização da religião.

 

Uma educação "à portuguesa" tipicamente romântica, enfastiante, à base da memorização, vendo a ginástica como uma atividade que faz atletas, mas não cristãos. Há como que uma redoma que  protege a criança do exterior, negando-se a ação ao ar livre, o que conduz invariavelmente à sua fragilização física, psicomental, ética e moral.

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Mestre inglês – Mr. Brown.


Faz "ladear a Brígida", a "eguazita".


A ginástica:

     “remar como um barqueiro";
    
Trapézio, onde faz "habilidades     de palhaço";
    
"Prrimeiro forrça! Forrça! Músculo..."


"O Latim era um luxo de erudito", uma língua morta", por isso Carlos vai aprender Inglês e descobrir o que é "… a chuva que o molha, como se faz o pão que come e todas as outras coisas do universo em que vive".


A instrução para uma criança não é recitar (...). É saber factos, noções, coisas úteis, coisas práticas...".


Desvalorização da educação religiosa ("a cartilha") – p. 67.


quando lhe pediram que "dissesse o Ato de Contrição", respondeu que "nunca em tal ouvira falar";


Afonso quer que Carlos seja virtuoso, por amor da virtude, e honrado, por amor da honra; mas não por medo às caldeiras de Pêro Botelho, nem com o engodo de ir para o Reino do Céu", mas "porque é indigno de um cavalheiro e de um homem de bem..."


"... com as pernas retesadas contra a barra do trapézio, as mãos às cordas (...), com os cabelos ao vento (...), todo ele sorria (...), o brilho dos seus olhos negros e muito abertos" (p. 66).


"Boxava à inglesa" (p. 72).

 

 

  "Um edificante amor por alfarrábios".


"... a sua alegria era estar a um canto, embrulhado num cobertor, folheando in-fólios".


"... permanecia horas imóvel numa cadeira (...) passava dias a traçar algarismos, com a linguazinha de fora".


"... diz tu (...) aqueles lindos versos”; “... e a mamã prometeu-lhe que, se dissesse os versinhos, dormia essa noite com ela".


(O excesso de mimos da mamã e da titi)
 

"… abriu a boca e como de uma torneira lassa veio de lá escorrendo, num fio de voz, um recitativo
lento e babujado (...). Disse-a toda - sem se mexer, com as mãozinhas pendentes, os olhos mortiços
pregados na titi".

(A recitação de "A Lua de Londres", do poeta ultrarromântico João de Lemos – influência nefasta da poesia ultrarromântica).

"Que memória! Que memória!... É um prodígio!...!" (no dizer do Vilaça)


"... o Eusebiozinho, a um repelão mais forte, rolara no chão, soltando gritos medonhos".


"... craniozinho calvo de sábio (...) de perninhas bambas (...) facezinha trombuda, a que o excesso de lombrigas dava uma moleza e uma amarelidão de manteiga, os seus olhinhos vagos e azulados (...) as perninhas moles".
 

 

CONSEQUÊNCIAS

 

 

 

CARLOS

 

EUSEBIOZINHO

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Conhecimento prático.


Aprendizagem de línguas vivas (Inglês).


Formatura em Medicina.


Abertura, tolerância e convivência.

 

Conhecimento teórico.


Aprendizagem do Latim.


Bacharel em Direito e, depois, Desembargador.


Isolamento e intolerância.


Fragilidade, decadência física, covardia (pp. 605)

 

M

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A

T

A

S

 

 

A elegância e a destreza.


Educação deficiente para o meio social em que irá mover-se pelos meandros deletérios da capital portuguesa.


Falta de educação da vontade - vai falhar quando entregue a si mesmo.


Diletantismo.


Romântico, apesar da educação "britânica" (p. 714)


Imoralidade – incesto.

 

O falhanço.


A prostituição (pp. 225-226).


A corrupção (a deslealdade, a falsidade, a calúnia – p. 543)
 

Joaquim Matias da Silva

 

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