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FERNÃO LOPES - Fontes

 

- A investigação da verdade -

 

Já foi explanada a ideia de como o cronista se referiu à busca de documentos para obter a certeza do que ia narrar. Zurara confirma as andanças do seu antecessor. Diz na Crónica de D. João I, 3.ª parte, capítulo 3:


«Fernão Lopes despendeu muito tempo em andar per os moesteiros e igrejas buscando os cartários e letreiros delas, para aver sua enformaçom.»
 

Um pouco mais abaixo, refere o mesmo cronista que ao historiador não faltaram ajudas e facilidades, pois até «ao reino de Castela mandou D. Duarte buscar muitas escripturas que a este pertenciam», pondo-lhas à disposição.

 

Em concreto, Fernão Lopes utilizou as fontes que vamos indicar:


 

 Fontes narrativas:

Crónica de Dom Pedro I, de Dom Henrique II e de Dom João I, de Ayala;


Crónica de D. Fernando, de Martim Afonso de Meio;


Crónica do Condestabre;


outras histórias de Nun'Álvares, às quais alude no cap. 70 da Crónica de D. João I;


um «trautado» dos feitos do Mestre de Avis da autoria de «Christoforus, decretorum douctor»;

pelo menos, cinco narrativas anónimas que cita, ao descrever a batalha de Aljubarrota.

 

Fontes documentais:

 

Atas de Cortes;


Documentos das chancelarias;


Bulas papais;


«Podres escripturas»;


«Bitafes antigos» (epitáfios de sepulturas);


Práticas e sermões, procurações, correspondência epistolar particular e oficial.
 

Sempre que era possível, Fernão Lopes preferia as fontes narrativas (testemunhos de pessoas que participaram ou vivenciaram os acontecimentos) às documentais.
 

 

BARREIROS, António José, s/d. História da Literatura Portuguesa, vol. I. Braga: Editora Pax (9.ª ed.),
c/ adaptações.
 

Joaquim Matias da Silva

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