Camilo Castelo Branco
Fernando Pessoa
José Saramago
Sttau Monteiro
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OS LUSÍADAS

 

- Resumo da obra -

 

CANTOS

ESTÂNCIAS

ARGUMENTO

I

 

1-3

 

 

4-5

 

6-18

 

19

 

 

 

20 - 41

 

 

 

 

 

 

 

 

 

42 - 55

 

 

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69 - 83

 

 

84 - 99

 

 

 

 

 

 

100

 

 

101-103

 

 

 

104-106

 

Proposição – o Poeta indica o assunto global da obra: cantar os feitos de um povo glorioso, que desvendou “novos mundos ao mundo”.

Invocação – o Poeta pede inspiração às ninfas do Tejo, assumindo, desde logo, o seu nacionalismo.

Dedicatória – o pema é dedicado ao jovem e poderoso rei D. Sebastião, de quem se esperam grandes proezas.

Início da Narração – as naus encontram-se perto das costas de Moçambique (respeita-se o estipulado na epopeia clássica: os nautas já iam sensivelmente a meio da viagem – in media res, segundo a “imitatio” clássica).

Consílio dos deuses – convocados por Mercúrio, a mando de Júpiter, os deuses confluem para o Olimpo, onde vão decidir da sorte a dar aos portugueses. No discurso de apresentação, o pai dos deuses toma o partido dos portugueses (“Que sejam, determino, agasalhados / Nesta costa africana como amigos”). Mas nem todos estão a favor e, depois de uma acalorada discussão, definem-se os partidos a tomar pelas divindades: Vénus adere à opinião de Júpiter, Marte segue o parecer de Vénus, enquanto Baco apresenta-se como um inimigo declarado do povo luso.

A frota Lusa navega no Oceano Índico e detém-se em Moçambique. Alguns Mouros desta ilha são recebidos a bordo da nau capitaina.

Na armada, aguarda-se a visita do régulo. Quando este chega, é obsequiado por Vasco da Gama, que procede à sua identificação e informa-o do propósito da estadia: “Conquistar as terras Asianas”.

Ao verificar que estava perante cristãos, o xeque, incitado por Baco, finge-se amigo mas começa a elaborar um plano para destruir os Portugueses.

Com efeito, logo que Vasco da Gama desembarca é atacado traiçoeiramente. Consegue, porém, fazer fracassar a invectiva e acaba até por aceitar um piloto que é industriado por Baco a conduzir os navegantes até ao perigoso porto de Quíloa, onde seriam destruídos. O piloto convence Vasco da Gama a dirigir-se a esse porto, sob o pretexto de que se tratava de uma terra de cristãos.

Todavia, Vénus afasta a armada da costa de Quíloa, neutralizando o insidioso objectivo dos mouros, por meio de “ventos contrairos”.

O falso piloto faz ainda outra tentativa para destruir os nautas, mas Vénus intervém novamente, afastando a armada do perigo e fazendo-a retomar o caminho certo até Mombaça.

A armada lança ferros perto da cidade de Mombaça, cujo rei Baco “muito avisara” para aniquilar os Portugueses. No final do Canto, o Poeta reflecte acerca dos perigos que em toda a parte espreitam o homem.

 

II

 

1 - 6

 

 

 

7 - 9

 

 

10 - 15

 

 

16 - 24

 

 

25 - 28

 

 

 

29 - 32

 

 

33 - 41

 

 

42 - 63

 

 

 

 

 

 

 

 

64 - 113

 

O rei de Mombaça, influenciado por Baco, convida, insidiosamente, os Portugueses (pois quer conhecê-los, vê-los e reformá-los do necessário …), a entrar no porto para os destruir.

Vasco da Gama, desconfiado, e por precaução, manda dois condenados portugueses recolherem informações da terra.

Baco, fingindo ser um sacerdote cristão, leva ao engano estes dois portugueses, que regressaram com a boa notícia de ser aquela uma terra de cristãos.

 Compadecida e furiosa perante tanta malvadez, Vénus, ajudada pelas Nereidas, opõe o peito à nau capitaina, impedindo-a de entrar no porto de Mombaça.

Pensando estarem descobertos os seus desígnios, o falso piloto e os emissários do rei de Mombaça põem-se em fuga, dando azo a que Vasco da Gama descobrisse os seus verdadeiros intuitos.

 Apercebendo-se, pois, do perigo que correra, Vasco da Gama dirige à “Divina Guarda” uma prece lastimosa, suplicando-Lhe que lhe mostre a terra que tanto busca.

 Vénus comove-se e “sobe ao sexto Céu” para se queixar a Júpiter da falta de protecção dispensada pelo Olimpo aos portugueses.

Júpiter acede aos rogos da filha e, para a consolar, profetiza futuras glórias dos Lusitanos: o domínio da costa de África, as conquistas de Ormuz, Dio e Goa, a defesa de Cananor e a posse de Calecut e de Cochim, entre outros. Na sequência do pedido, Mercúrio é enviado a terra e, em sonhos, indica ao capitão português o caminho até Melinde onde, entretanto, se desloca para preparar favoravelmente o ânimo das gentes melindanas, de forma a estas receberem calorosamente os heróicos navegantes.

A chegada dos portugueses a Melinde, num dia de Páscoa, é, efectivamente, saudada com grandes manifestações de regozijo em terra e na frota e o Rei desta cidade visita a armada, pedindo a Vasco da Gama que lhe fale da longa travessia e lhe conte a História do glorioso povo de quem ele é o ilustre representante.

 

III

 

1 - 2

 

 

 

3 - 28

 

 

 

 

 

 

 

29 - 84

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

85 - 89

 

90

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94 - 95

 

96 - 98

 

 

99 - 135

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

136 - 137

 

138 - 143

 

INVOCAÇÃO do Poeta a Calíope, pedindo-lhe inspiração para a narração da história de Portugal, que passará a ser feita por Gama ao rei de Melinde.

 

NARRAÇÃO DA HISTÓRIA DE PORTUGAL - Vasco da Gama inicia a narrativa da História de Portugal. Começa pela descrição geográfica da Europa: primeiro situa-a no globo, depois define os seus limites, enumerando os povos que a habitam, alguns países em que se divide, até chegar ao reino lusitano. Segue-se a formação da nacionalidade, com o Conde D. Henrique, explicando a ascendência deste e apontando as razões que o trouxeram à Península.

Fala-se depois de D. Afonso Henriques e dos múltiplos acontecimentos ocorridos durante o reinado deste monarca:

a revolta do príncipe contra sua mãe ( batalha de S. Mamede);

as lutas que travou com o seu primo Afonso VII, rei de Castela;

o cerco de Guimarães e o feito de Egas Moniz, que ofereceu a vida para salvar a honra por ter visto impossibilitado o cumprimento da sua palavra;

a batalha de Ourique, com a consagração do valor guerreiro de D. Afonso Henriques e a explicação das quinas como armas do reino, deixando transparecer, de forma implícita, a ideia de que as lutas empreendidas pelos Portugueses contra os Mouros mais não eram de que a satisfação de uma vontade divina ( a guerra santa dos povos lusos);

as conquistas aos Mouros das terras de aquém e além Tejo;

o cerco de Badajoz, onde se conta como D. Afonso Henriques quebrou uma perna, realizando-se assim a maldição de sua mãe;

outras guerras levadas a cabo contra os Mouros e o reino de Leão.

Reinado de D. Sancho I, onde são destacadas as vitórias de Silves e Tui.

D. Afonso II e a tomada de Alcácer do Sal.

D. Sancho II e a menção ao seu destronamento.

D. Afonso III, com especial referência à posse do Algarve.

Reinado de D. Dinis, sendo exaltada a liberalidade do monarca e citadas a criação da Universidade de Coimbra e a edificação de vilas, fortalezas e castelos.

Na narração do reinado de D. Afonso IV, ocupa um lugar de destaque o episódio da “formosíssima Maria”, rainha de Castela, que intervém junto do monarca português, seu pai, pedindo-lhe para auxiliar o seu marido na luta contra os Mouros, os quais constituem uma ameaça séria aos cristãos dos reinos hispânicos. Apesar das relações tensas com o genro, D. Afonso IV não resiste aos apelos veementes da filha e apressada e heroicamente acorre em auxílio de D. Afonso XI. Trava-se a batalha do Salado, onde os exércitos cristãos obtêm uma vitória retumbante, com a preciosa ajuda de “O Bravo”.

 Outro episódio digno de realce é o relativo ao assassinato da bela Inês de Castro.

 Ambos os episódios, pungentes e melodramáticos, vêm conferir emoção a uma crónica rimada que, de outro modo, poderia ficar  despida de toda a sentimentalidade.

Assiste-se agora à vingança cruel de D. Pedro I contra os algozes de Inês de Castro.

A narração da História de Portugal termina com o reinado de D. Fernando, de quem se sublinha a volubilidade. No entanto, no fim do canto há uma espécie de justificação de actos censuráveis quando decorrentes da paixão amorosa.

 

IV

 

 

 

 

 

 

 

 

1 - 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

14 - 19

 

 

 

 

 

 

20 - 27

 

28 - 44

 

 

 

45 - 47

 

 

 

 

48 - 50

 

51 - 53

 

 

 

54 - 49

 

 

 

 

 

60 - 65

 

 

66 - 75

 

 

 

 

 

 

 

76 - 86

 

 

87 - 93

 

 

 

 

 

94 - 104

 

 

CONTINUA A NARRAÇÃO DA HISTÓRIA DE PORTUGAL: Vasco da Gama põe agora o rei de Melinde ao corrente do que se passou em Portugal durante a 2ª dinastia, desde o interregno, após a morte de D. Fernando, até ao momento da partida da armada para a Índia.

 

     No que respeita ao interregno, são relevadas as perturbações que se seguiram à morte de D. Fernando e que originaram a crise de 1383-1385: a pretensão de Leonor Teles, viúva de D. Fernando, à coroa portuguesa e o seu favorecimento face aos interesses de Castela; o assassinato do Conde Andeiro, valido de Leonor Teles, e de alguns dos seus partidários; a tentativa do rei de Castela para se apoderar do trono português, pois julgava-se com direito à coroa portuguesa, uma vez que estava casado com D. Beatriz, filha de D. Fernando; e, finalmente, a aclamação do Mestre de Avis.

D. João I é aclamado rei de Portugal, mas tem de se preparar para a guerra, atendendo a que o rei de Castela invade Portugal. Reúne, pois, em conselho os principais fidalgos portugueses. Nuno Álvares Pereira toma, então, a palavra e incita os cavaleiros à resistência, pretendendo sacudir-lhes a inércia e encorajando alguns a quem o receio aconselhava expectativa.

Reacção a esse discurso e preparativos para a batalha de Aljubarrota.

O exército português parte de Abrantes ao encontro das hostes castelhanas e trava-se a batalha de Aljubarrota. Após encarniçada luta, os portugueses saem vencedores, apesar de possuírem um exército mais pequeno.

Concretizada a vitória e enquanto D. João I, como era da praxe, fica três dias no campo da batalha, Nuno Álvares avança sobre o Alentejo, invade a Andaluzia e derrota os Castelhanos em Valverde. Por fim, é firmada a paz com Castela.

Dá-se a conquista de Ceuta, último feito evidenciado no reinado de D. João I.

Passa-se ao reinado de D. Duarte, sendo referida a desastrosa empresa de Tânger, onde D. Fernando, irmão do rei, fica prisioneiro, vindo a morrer martirizado, merecendo o cognome de “Santo”.

Vasco da Gama fala, em seguida, de D. Afonso V, das suas conquistas em Marrocos e do desastre da batalha de Toro em que este rei pretendia fazer valer os seus direitos ao trono de Castela. A despeito desta derrota, notabiliza-se na batalha D. João, filho de Afonso V e futuro rei de Portugal.

D. João II, depois de subir ao trono, manda por terra exploradores ao reino de Prestes João, príncipe cristão que, segundo a lenda, viveria para as bandas da Índia.

O D. João II, que não teve a dita de ver concretizado o sonho de chegar à Índia (os navegantes portugueses, capitaneados por Bartolomeu Dias, ficam-se pelo Cabo da Boa Esperança) sucede D. Manuel, o qual terá a felicidade de concretizar a ideia do seu antecessor. Na verdade, D. Manuel tem um sonho profético em que o Indo e o Ganges visitam este monarca, anunciando-lhe o futuro domínio da Índia.

Sugestionado pelo sonho, o monarca prepara imediatamente a expedição e escolhe Vasco da Gama para seu comandante.

Os expedicionários reúnem-se em Belém, na praia do Restelo, onde solenemente e entre lágrimas se faz o embarque, assistido por toda a população lisboeta que deixa transparecer a sua emotividade, a sua “desesperação e frio medo / De já não tornar a ver tão cedo” os que partem.

De entre a multidão, surge um velho de “aspeito venerando” que, encarnando a voz do bom senso, com um “saber só de experiências feito”,  invectiva os mareantes pela sua ousadia, pela sua vaidade  e vã glória de mandar, fazendo-lhes ver, em prolepse, com palavras profeticamente pessimistas, as terríveis consequências do seu acto tresloucado. É o célebre episódio do Velho do Restelo, com que termina o canto IV.

 

V

 

 

 

 

 

 

1 - 3

 

 

4 - 14

 

 

 

 

 

 

15 - 23

24 - 36

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

37 - 60

 

 

61 - 80

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

81 - 83

 

 

 

84 - 85

86  - 91

92 - 100

 

VASCO DA GAMA PROSSEGUE A SUA NARRATIVA AO REI DE MELINDE. CONTA, AGORA, A VIAGEM DA ARMADA, DE LISBOA A MELINDE, INDICANDO A ROTA SEGUIDA.

 

Partida de Belém – 8 de Julho de 1497. Os nautas dão as velas ao vento rumo ao oriente. Deixam para trás os “pátrios montes”, o “caro Tejo” e a fresca “serra de Sintra”.

Vão surgindo as primeiras ilhas – Açores e Madeira; é contornada a costa setentrional de África; a frota passa Senegal, as Canárias, aporta à ilha de Santiago, em Cabo Verde, e, rumando ao Sul, vai seguindo o Ocidente Africano; em breve, avistam-se as ilhas de Bijagós. A serra Leoa, a ilha de S. Tomé vão ficando para trás… Passa-se o equador e o reino do Congo.

Alusão ao fogo-de-santelmo e à tromba marítima.

Cinco meses após a largada de Belém, os portugueses desembarcam na baía de Santa Helena. Os marinheiros aproveitam para explorar aquela terra estranha e apoderam-se de um indígena que conduzem ao Gama. Perante o visionamento de ouro, prata e especiarias, o nativo fica indiferente, como se esses produtos lhe fossem muito familiares. Mas quando lhe são apresentados objectos de cores vivas, que os nautas levavam consigo, a sua atenção é desperta de tal forma que, no dia seguinte regressa, à nau, agora, porém, acompanhado de outros indígenas atraídos pelos objectos oferecidos pelos homens da armada. O seu aspecto pacífico anima Fernão Veloso que, fanfarrão, propõe-se acompanhá-los à povoação, de forma a ficar com uma ideia mais concreta sobre os seus costumes e modo de viver. Passado algum tempo, todavia, eis que vislumbramos o nosso “herói” Fernão Veloso a descer, apressurado, o monte, perseguido por um bando de nativos. Os colegas de Veloso vêm-se na necessidade de acorrer em seu auxílio e trava-se uma luta entre os portugueses e os indígenas, da qual sairá ferido o próprio Gama.

Segue-se o episódio do Adamastor, gigante que consubstancia todos os terrores e receios sinistros que assolavam amiúde os marinheiros da época.

Ultrapassado o Cabo das Tormentas, já no Oceano Índico, os Portugueses desembarcam na baía de S. Braz, onde são hospitaleiramente recebidos. No entanto, como não conseguiram obter aí informações da Índia, prosseguem a sua rota. Passam Sofala e são surpreendidos pelo movimento de batéis à vela que entravam e saíam constantemente de um rio. Ficaram a saber que provinham do leste africano e se dirigiam para um certo país oriental – alusão à navegação comercial entre Sofala, a Arábia e a Índia. Pensando ser essa azáfama comercial um bom prenúncio da proximidade do fim da viagem, Vasco da Gama baptizou esse rio com o nome de Rio dos Bons Sinais.

Nem tudo augura, porém, tranquilidade e bem-estar. É que os mareantes portugueses são acometidos de uma terrível doença – o escorbuto – que causou inúmeras vítimas entre os marinheiros.

A viagem segue para Moçambique, Mombaça e Melinde.

Gama elogia a tenacidade dos Portugueses.

Entretanto, Camões invectiva os Portugueses, seus contemporâneos, por não prezarem como deviam a nobre arte de poetar e a técnica que lhe correspondia.

 

VI

 

1 - 4

5 - 6

7 - 13

 

 

14 -15

16 - 26

 

27 - 34

 

35 - 36

 

37

38 - 42

 

43 - 69

 

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95 - 99

 

Festejos e banquetes antes da partida de Melinde.

Largada das naus, rumo a Calecut.

Intervenção de Baco que desce ao luxuoso palácio de Neptuno, a fim de lhe despertar o ódio contra os Portugueses.

Baco é recebido por Neptuno que o está já aguardando.

Neptuno envia Tritão a convocar os deuses de água fria.  Os deuses começam a chegar.

Revelando a sua psicologia, Baco discursa perante o consílio.

O consílio toma a decisão de mandar Éolo soltar os ventos, com a discordância de Proteu.

Éolo cumpre a decisão e solta os ventos.

Entretanto, a armada segue a sua rota e a tripulação conta histórias para passar o tempo e afastar o sono.

Fernão Veloso conta o episódio dos Doze de Inglaterra, feito lendário do tempo de D. João I.

Episódio naturalista: a Tempestade.

Vasco da Gama, vendo que se perdia tão perto do fim do seu desejo, invoca a Divina Guarda.

Todavia, a tempestade prossegue com redobrada violência.

Vénus intervém mandando que as Ninfas amorosas acalmem os ventos.

A tempestade amaina. Calecut está à vista. Vasco da Gama agradece a protecção divina.

Reflexões do Poeta sobre o valor da honra e da glória.

 

VII

 

1

2 - 15

 

 

 

 

16

17 - 22

23

 

24 - 27

 

28 - 41

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60 - 63

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66 - 72

 

73 - 76

 

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83 - 87

 

Chegada a Calecut.

Reflexão do Poeta elogiando o espírito de cruzada dos Portugueses e condenando a Europa dominada pela Reforma.

Apóstrofe contra a dissidência e desunião da Europa, em contraste com a acção dos Portugueses.

Entrada na cidade de Calecut.

Descrição da Índia.

O condenado João Martins vai a terra avisar o rei da chegada da frota lusitana.

O condenado encontra-se com Monçaide (mouro que conhece a língua portuguesa) que o hospeda em sua casa.

Monçaide visita as naus e descreve o Malabar.

Vasco da Gama e os nobres portugueses desembarcam.

Espera-os o Catual e os Naires. Encaminham-se para o palácio do Samorim.

O Samorim recebe Vasco da Gama, nos seus aposentos.

Discurso de Vasco da Gama.

Resposta do Samorim.

O Catual, diligente no seu cargo, procura informações acerca dos Portugueses.

O Catual visita a capitaina e pede a Paulo da Gama que lhe explique as figuras pintadas nas bandeiras.

A descrição das bandeiras é interrompida pelas queixas do Poeta que lamenta os seus infortúnios.

Nova invocação às musas do Tejo e do Mondego.

Reflexões do Poeta sobre quem é e não é digno de ser cantado.

 

VIII

 

1 - 42

 

 

 

 

 

 

 

 

 

43 - 44

 

45 - 46

 

47 - 50

 

 

51 - 59

 

60 - 76

 

 

77 - 78

 

79 - 90

 

 

 

91 - 94

 

 

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96 - 99

 

Paulo da Gama explica ao Catual as figuras pintadas nas bandeiras: Luso, Ulisses, Viriato, Sertório, Conde D. Henrique, D. Afonso Henriques, Egas Moniz, D. Fuas Roupinho, D. Henriques de Bonnes, D. Teotónio Prior, Mem Moniz, Geraldo Sem Pavor. D. Pedro Fernandes de Castro, Martim Lopes, D. Sueiro, D. Mateus, o Bispo de Lisboa, D. Paio Correia, Gonçalo Ribeiro, o Condestável Nun’Álvares, Pero Rodrigues, Gil Fernandes, Rui Pereira, Os Dezassete Portugueses do Cerco de Almada, os Infantes D. Pedro e D. Henrique, os condes D. Pedro e D. Duarte de Meneses.

O Catual manifesta interesse pelos feitos dos Portugueses. Depois, retira-se com os Naires.

Os arúspices, através de sacrifícios, vaticinam as maiores calamidades por causa da vinda dos Portugueses.

Nova intervenção de Baco que aparece em sonhos a um sacerdote maometano e inspira nele o medo aos cristãos.

Conluio para a destruição dos Portugueses. Instala-se a má vontade contra Vasco da Gama.

Entrevista do Gama com o Samorim. Este pretende que Gama confirme ou negue o que se diz a respeito dos Portugueses.

O Samorim autoriza a partida do capitão e porpõe-lhe  a troca de especiarias por fazendas.

O Catual, subornado, põe obstáculos às ordens do Samorim e pede a Vasco da Gama que aproxime de terra as naus, pensando poder destruí-las. Vasco da Gama recusa e é preso.

Receoso de ser descoberto, o Catual dá a entender que concederá a liberdade a Vasco da Gama em troco das mercadorias portuguesas.

Vasco da Gama regressa à frota. 

Reflexão crítica do Poeta sobre o poder corruptivo do ouro.

 

IX

 

1 - 4

 

 

 

 

5 - 7

 

8

 

9 - 11

 

 

12

 

13 - 17

 

 

18 - 24

 

25 -50

 

 

 

51

52 - 63

64 - 82

 

 

 

 

83 - 84

 

85 - 88

 

89 - 92

93 - 95

 

Dois feitores portugueses que deveriam vender mercadorias não encontram compradores. Trata-se de mais uma falsidade dos Infiéis que pretendem demorar a frota lusa, a fim de permitir a chegada das naus de Meca que a destruirão.

Monçaide avisa Vasco da Gama das intenções dos Mouros.

Vasco da Gama, resolvido a partir, manda os feitores regressarem ocultamente às naus.

Malogrado este projecto, porque os feitores são presos, Gama, como represália, aprisiona alguns comerciantes ricos da Índia e levanta ferro.

O Samorim manda libertar os feitores e desculpa-se perante Vasco da Gama.

Início da viagem de regresso. O capitão traz Monçaide, alguns malabares e especiarias. Alegria dos tripulantes.

Vénus dirige-se a Cupido a fim de preparar uma recompensa digna  aos argonautas portugueses.

Cupido pretende fazer uma expedição contra o mundo rebelde.

Crítica à ganância, à adulação e à tirania.

Cupido colabora.

A armada avista a Ilha dos Amores.

Descrição da Ilha.

Os marinheiros desembarcam e encontram-se com as Ninfas.

A exclamação de Fernão Veloso.

A perseguição.

A aventura de Leonardo.

Consumam-se as relações amorosas entre os Marinheiros e as Ninfas.

Tétis conduz Gama ao seu palácio e profetiza as glórias dos Portugueses.

O sentido alegórico da Ilha.

Reflexão – exortação a quantos aspiram à imortalidade, à fama.

 

X

 

1 - 4

5 - 7

 

8 - 9

 

10 - 73

 

 

 

 

 

 

 

74 - 90

 

 

91 - 141

 

 

 

 

142 - 143

 

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145 - 156

 

 

Banquete oferecido por Tétis e pelas Ninfas.

Durante o banquete, uma Ninfa – Tétis – vaticina as façanhas portuguesas.

O Poeta interrompe o vaticínio para invocar, mais uma vez, Calíope.

A Ninfa prossegue o elogio dos heróis e dos governadores da Índia: Duarte Pacheco Pereira, Francisco e Lourenço de Almeida, Tristão da Cunha, Afonso de Albuquerque, Lopo Soares de Albergaria. Diogo Lopes de Sequeira, Duarte Meneses, Vasco da Gama, Henrique de Meneses, Pedro Mascarenhas, Lopo Vaz de Sampaio, Nuno da Cunha, Garcia de Noronha, Estêvão da Gama, Martim Afonso de Sousa, João de Castro e Filhos.

Findo o banquete, Tétis conduz o Gama ao alto do monte, mostra-lhe a miniatura do Universo e explica-lhe “ a máquina do mundo”.

Tétis descreve no orbe terrestre as regiões onde os Portugueses hão-de cometer grandes feitos: Meliapor – martírio de S. Tomé, costa da Ásia até Mecong, de Mecong ao Japão, das Molucas a Madagáscar, do Brasil à Patagónia.

Despedida da Ilha.

Embarque.

Chegada a Portugal.

Lamentações do Poeta.

Exortação ao Rei.

Oferta para cantar os feitos futuros de D. Sebastião.

 

O Professor,

Joaquim Matias da Silva

 

Veja também o documentário Luís de Camões - Série Grandes Portugueses

 

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