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Na noite dos idos Tempos
Diáfana fugidia
P’lo colo ameno dos ventos
Corre livre de tormentos
Pela Terra Prometida
Evoca lendas e mitos
Busca a inteireza do Ser
Do Caos por entre os gritos
A Esperança vê renascer
No murmúrio dos aflitos
Florestas praias corais
Brisas neblinas do mar
Rios águas e cristais
Matizam o azul do ar
Decoram jardins reais
Na demanda da Justiça
De braço com os explorados
Sua voz fremente iça
E um canto sacro de missa
Irradia os mal-amados
Incerteza indecisão
São estados transitórios
Os tempos de escravidão
Já não são assim notórios
Neste Reino em construção
Lá todos ganharão pão
Com o suor do seu rosto
Tal como lhes foi imposto
Finarão a exploração
Afazeres a contragosto
Será rasgada e queimada
A veste dos fariseus
Na Nova Luz conquistada
Pela vontade de Deus
Brilhará a Alegria
Cantarão todas as fontes
Selvas rios e Harmonia
Terão firmeza de pontes
No Cosmos do Novo Dia… |