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SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

 

“AS FONTES”


Um dia quebrarei todas as pontes
Que ligam o meu ser, vivo e total,
A agitação do mundo do irreal,
E calma subirei até às fontes.

Irei até às fontes onde mora
A plenitude, o límpido esplendor
Que me foi prometido em cada hora,
E na face incompleta do amor.

Irei beber a luz e o amanhecer,
Irei beber a voz dessa promessa
Que às vezes como um voo me atravessa,
E nela cumprirei todo o meu ser.

(Sophia de Mello Breyner Andresen, in Poesia I, 1944)

 

 

 

Publicado por

Joaquim Matias da Silva

Comentário ao poema

 

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