Subgénero das cantigas de amigo, de origem
provençal, desenvolve o tema da alvorada ou amanhacer,
enquanto momento de separação de dois amantes, acordados
pelo grito do vigia do castelo, pelo canto dos pássaros
ou pela luz do sol, que vêm perturbar um momento de
intimidade de dois amantes que, assim, amaldiçoam a
brevidade da noite.
Na lírica galego-portuguesa, a composição de
Nuno Fernandez Torneol, Levad'amigo que dormides as
manhanas frias, surge como a obra-prima do género entre
nós. De notar, porém, que estudiosos como Giuseppe
Tavani concluíram que esta cantiga não tem todas as
marcas que caracterizam a alba provençal, como o grito
do vigia a alertar os amantes ou as imprecações contra o
amanhecer.