Cantigas de refrão
– são cantigas onde aparece o refrão, tão caraterístico
das cantigas de amigo.
Canções de mestria
– eram cantigas feitas por um mestre, sempre perfeitas e
respeitando alguns dos seguintes formalismos
estilísticos:
Dobre
– consiste na repetição da mesma palavra em lugares
simétricos da copla, defendendo a Arte de Trovar que
“convem, como a meteren en hũa das cobras, que asy a
metan nas outras todas”.
Mozdobre
– também consiste na repetição da mesma palavra em
lugares simétricos da copla, jogando-se agora, porém,
com as suas várias flexões (Ex. O mesmo verbo, mas em
tempos diferentes).
Atafinda
– espécie de encavalgamento, em que uma oração que
começa no último verso de uma copla continua no primeiro
verso da copla seguinte.
Finda
– espécie de conclusão, em dois ou três versos, que
resume toda a cantiga.
Verso perdudo
– verso que surge no meio da copla e que não tem
correspondência rimática.
Tenções
– cantigas em que dois trovadores dialogam, travam-se de
razões, procurando contrariar-se um ao outro. Nos
cancioneiros são, normalmente, precedidas de uma
arrazoado, onde se explica o motivo que deu origem à
tenção.
Prantos
– eram imitações do planh provençal e neles o travador
lamenta a morte de alguém ou desabafa plangentemente a
sua “coita” de amor.
Desacordos
– neste tipo de canções, os nossos trovadores traduziam
o amor tempestuoso, revolto, em convulsões dentro do
peito, recorrendo ora à variedade métrica, ora à
diferente estrutura estrófica, ora ainda ao uso de
hipérbatos.