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AS CANTIGAS DE AMOR

 

- Subgéneros -

 

Cantigas de refrão – são cantigas onde aparece o refrão, tão caraterístico das cantigas de amigo.

 

Canções de mestria – eram cantigas feitas por um mestre, sempre perfeitas e respeitando alguns dos seguintes formalismos estilísticos:

Dobre – consiste na repetição da mesma palavra em lugares simétricos da copla, defendendo a Arte de Trovar que “convem, como a meteren en hũa das cobras, que asy a metan nas outras todas”.

Mozdobre – também consiste na repetição da mesma palavra em lugares simétricos da copla, jogando-se agora, porém, com as suas várias flexões (Ex. O mesmo verbo, mas em tempos diferentes).

Atafinda – espécie de encavalgamento, em que uma oração que começa no último verso de uma copla continua no primeiro verso da copla seguinte.

Finda – espécie de conclusão, em dois ou três versos, que resume toda a cantiga.

Verso perdudo – verso que surge no meio da copla e que não tem correspondência rimática.

 

Tenções – cantigas em que dois trovadores dialogam, travam-se de razões, procurando contrariar-se um ao outro. Nos cancioneiros são, normalmente, precedidas de uma arrazoado, onde se explica o motivo que deu origem à tenção.
 

Prantos – eram imitações do planh provençal e neles o travador lamenta a morte de alguém ou desabafa plangentemente a sua “coita” de amor.

 

Desacordos – neste tipo de canções, os nossos trovadores traduziam o amor tempestuoso, revolto, em convulsões dentro do peito, recorrendo ora à variedade métrica, ora à diferente estrutura estrófica, ora ainda ao uso de hipérbatos.

 

Publicado por

Joaquim Matias da Silva

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© Joaquim Matias 2011

 

 

 

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