As cantigas de escárnio são composições poéticas em que
se ridiculariza alguém com palavras simuladas, veladas,
que podem ter dois sentidos, eufemisticamente às vezes,
recorrendo-se basicamente à ironia – per palavras
cubertas que ajan dous entendimentos para lhe non
entenderen ligeiramente, como explica a Arte de
Trovar. É o caso, por exemplo, da cantiga “Meu
senhor arcebispo, and’eu escomungado”, de Diogo Pezello.
São de influência provençal, onde o cantar escarninho
recebia o nome de
sirventês,
que podia ser moral ou religioso, político e social.