A acção secundária decorre na Beira, num tempo anterior
aos acontecimentos que ocorrem no Alentejo. Esta acção é
narrada em analepse, ou seja, constitui um recuo no
tempo em relação aos momentos vividos pelo narrador em
Évora. Centra-se nos capítulos XI a XIII e diz respeito
às férias do Natal, na Beira. A narração da acção
principal é, porém, bastas vezes interrompida, para dar
lugar ao relato de eventos ocorridos durante a infância
de Alberto Soares.
A acção principal e a acção secundária apresentam o
mesmo protagonista: Alberto Soares. O processo de
construção do “eu”- personagem implica várias
"aparições" e decorre desde a sua infância à idade
adulta. Trata-se de um percurso que o narrador
experimenta num processo evolutivo. Anos mais tarde, no
momento do acto de escrita, o narrador assume a
efectivação dessa construção.
Deveremos ainda distinguir, no romance, uma acção
fechada, que se situa ao nível dos acontecimentos
vividos pelas personagens e que culmina na tragédia
final – o assassínio de Sofia –, e uma acção aberta,
aquela que promove a reflexão do leitor ao nível das
interrogações essenciais que sempre inquietaram o ser
humano ao longo dos séculos: Quem sou? De onde venho?
Por que razão aqui estou? Para onde vou? Na realidade,
trata-se de questionar a razão da própria existência e
de definir a verdadeira contingência que marca a
condição humana, assim como os limites da sua aceitação
e da acção do Homem no mundo.