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A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO
– O filho perdido e o filho fiel
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Disse ainda: «Um homem tinha dois filhos.
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O mais novo disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos
bens que me corresponde. E o pai repartiu os bens entre
os dois.
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Poucos dias depois, o filho mais novo, juntando tudo,
partiu para uma terra longínqua e por lá esbanjou tudo
quanto possuía, vivendo dissolutamente.
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Tendo
gasto tudo, houve grande fome nesse país e ele começou a
passar privações.
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Então
foi servir a um dos habitantes daquela terra, o qual o
mandou para os seus campos guardar porcos.
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Bem desejava ele encher o estômago com as alfarrobas que
os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.
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E, caindo em si disse: Quantos jornaleiros de meu pai
têm pão em abundância e eu, aqui, morro de fome!
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Levantar-me-ei e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei:
Pai, pequei contra o Céu e contra ti (Jer 3, 12; Sl 50,
6),
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já não sou digno de ser chamado teu filho, trata-me como
um dos teus jornaleiros.
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E, levantando-se, foi ter com o pai. Ainda estava longe
quando o pai o viu e, enchendo-se de compaixão, correu a
lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos.
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O filho disse-lhe: Pai pequei contra o Céu e contra ti,
já não mereço ser chamado teu filho.
22
Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a mais
bela túnica e vesti-lha; ponde-lhe um anel no dedo e
sandálias nos pés.
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Trazei o vitelo gordo e matai-o; comamos e alegremo-nos,
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porque este meu filho estava morto e reviveu, estava
perdido e encontrou-se. E a festa principiou.
25
Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando
regressou, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as
danças.
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Chamou um dos servos, perguntou-lhe o que era aquilo.
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Disse-lhe ele: O teu irmão voltou e teu pai matou o
vitelo gordo, porque chegou são e salvo.
28
Encolerizado, não queria entrar; mas o pai saiu e instou
com ele.
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Respondendo ao pai, disse-lhe: Há já tantos anos que te
sirvo sem nunca transgredir uma ordem tua e nunca deste
um cabrito para me alegrar com os meus amigos;
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e agora, ao chegar esse teu filho que consumiu os teus
bens com meretrizes, mataste-lhe o vitelo gordo.
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O pai respondeu-lhe: Filho, tu sempre estás comigo e
tudo o que é meu é teu.
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Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque
este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e
encontrou-se». (Lc. 15, 11-32)
Publicado por
Joaquim Matias da Silva
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