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Fernando Pessoa

 

ALBERTO CAEIRO – O POETA DO OLHAR, DO VER, O «GUARDADOR DE REBANHOS»

 

(Quadro sinóptico da sua poética)
 

PLANO FÓNICO-FORMAL

PLANO MORFOSSINTÁCTICO

CARACTERÍSTICAS GERAIS

* Verso branco, livre, prosaico;
 

* Irregularidade estrófica;


* Ausência de qualquer esquema métrico, rimático e melódico;


* Ritmo lento, espraiado, sugerindo calma, quietude, reflexão, num deslizar vagaroso e contínuo que se acompanha com agrado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* Predomínio do nome;


* Quase ausência de adjectivos e de advérbios;


* Uso frequente das conjunções “e” e “ou” (tal como acontece na linguagem infantil);


* Vocabulário pobre, predominantemente abstracto, incolor, discursivo;


* Predomínio do presente do indicativo;


* Repetições e frequentes enumerações;


* Paralelismos e construções quiasmáticas;


* Uso de tautologias (A borboleta é apenas borboleta / E a flor apenas flor), aquilo que na poesia de Zen se designa por sono-mama;


* Linguagem simples, familiar, reiterativa, prosaica, fortemente denotativa e referencial;


* Sobriedade de recursos estilísticos: uso frequente de comparações e imagens singelas, mas parcimónia no recurso a metáforas, metonímias e hipérboles, por exemplo;


* Estilo infantil, espontâneo, instintivo, ingénuo.

 

 

* Temáticas desenvolvidas / ideias preconizadas:

    - Objectivismo absoluto;


    - Integração e comunhão com a natureza,

 

    - Apagamento do sujeito face ao objecto (coisificação do eu),


    - Sensacionismo (o Poeta vive de sensações, de impressões, dando destaque à sensação visual, logo seguida da auditiva),


    - Crença na eterna novidade das coisas (a diferença é o verdadeiro signo do existir),


    - Relevo para o referente, em detrimento da linguagem, que está eivada de abstraccionismo),


    - Epicurismo – carpe diem,


    - Aceitação calma do mundo, tal qual ele é: com alegria e com tristeza, com felicidade e infelicidade, com riqueza e pobreza (daí que Caeiro seja acusado de reaccionário, tradicionalista…),


    - Panteísmo sensorial,


    - Deambulismo (ele é um poeta pastor),


    - Misticismo naturalista,


    - A criança é apresentada como o símbolo supremo da vida.
 

 

TUDO AO SERVIÇO DE UM PRETENSO OBJECTIVISMO ABSOLUTO
 

Escola Secundária Camilo Castelo Branco, V. N. Famalicão, 2010/2011

Publicado pelo professor,
Joaquim Matias da Silva

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© Joaquim Matias 2010

 

 

 

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