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• Verso longo, de duas ou três linhas, violento,
dinâmico, expressando o mundo moderno e o
sentido cosmopolita da vida hodierna;
• Versilibrismo;
• Não observância de qualquer padrão métrico
preestabelecido;
• Exploração dos efeitos fónicos:
- Jogos de sons
- Aliterações
- Onomatopeia
• Ritmo eufórico, espraiado,
desbordante, vagabundo,
caudaloso, vertiginoso, a
sugerir o ritmo alucinante,
demolidor da máquina e da civilização
industrial. |
• Atribuição de estatuto poético a
vocábulos habitualmente considerados técnicos:
"êmbolos",
"correias de transmissão", "engrenagens ",
"motor ", "adubos", "debulhadoras a vapor"...;
• Subtantivação de fonemas:
“ZZZZZZZZZZZZ2ZZZZZZZZZZZ...”;
• Uso de maiúsculas;
• Topónimos de conotação exótica
(lembrar que Campos viajou pelo
Oriente): Suez. Panamá, Kiel...;
• Estrangeirismos;
• Adjectivação de substantivos:
"pedras-almas "," espíritos-coisas ";
• Repetições frequentes;
• Adjectivação múltipla;
• Neologismos;
• Variedade de modos, tempos verbais e pessoas
gramaticais;
• Frases nominais;
• Estilo exclamativo;
• Abundância de recursos estilísticos:
- Apóstrofes repetidas
- Anáforas
- Metáforas
- Oxímoros
- Personificações
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• Temáticas desenvolvidas
/ ideias preconizadas:
• Explosão aparentemente caótica de ideias e
sentimentos;
• Admiração pela vida, pela matéria pela força;
• Triunfalismo modernista;
• Sensacionismo, por vezes escandaloso;
• Masoquismo;
• Emocionalidade;
• A náusea, o tédio, a abulia e o cansaço
(Álvaro de Campos das
1a e 3a fases);
• Futurismo;
• A estética "não-aristotélica";
• Poesia intelectualizada;
• Evolução no seu percurso poético:
- fase decadentista
- fase futurista, sensacionista ou whitmaniana
- fase pessoal, independente ou intimista;
• Oposição em relação ao Mestre Caeiro.
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