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* Construção formalmente
perfeita, com esquema métrico e melódico (versos
isométricos e isorrítmicos);
* Formas métricas preferidas: a
ode sáfica e o epigrama;
* Exploração dos efeitos fónicos (do
significante): rimas interiores, assonâncias,
aliterações – palavras musicais envolvendo
ideias;
* Repetições intensivas.
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* Linguagem clássica,
arcaizante latinizante, erudita, trabalhada,
concisa, hermética, mas sugerindo o fluir do
pensamento;
* Recurso frequente a latinismos:
- "atro" (= negro).
- "ledo" (= alegre)
- "ínfero" (= baixo, inferior;
inferno).
- "estígio" ( de Estige = rio dos
infernos; infernal).
- "volucres" (= velozes,
passageiros, efémeros).
- "inscientes" (= ignorantes);
* Uso latino de substantivos, como
atributos predicativos: "Olhos, lagos que a
morte seca.";
* Predileção pelo gerúndio e pelo
particípio;
* Predomínio da 2.ª pessoa(discurso
dirigido a um interlocutor, normalmente
designado por um antropónimo horaciano: Lídia,
Cloé,
Neera...);
* Construções sintáticas ousadas,
com recurso frequente às anástrofes e aos
hipérbatos ("As rosas
amo dos jardins de Adónis";
* Estilo horaciano (tal como Horácio,
usa, por exemplo, o plural "nosso"),
construído laboriosamente.
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* Temáticas desenvolvidas/ ideias preconizadas:
- Os desígnios maléficos do Fatum, da Velhice e
da Morte (o além-mundo),
- A busca de um prazer relativo, fugaz, sem a
perda da liberdade interior (epicurismo),
- A aceitação calma da ordem das coisas,
- A transitoriedade da vida (a
mudança),
- A indiferença dos deuses
pela humanidade (paganismo),
- Exaltação da vida e da beleza),
- A indiferença perante a dor
e o prazer (ataraxia estoica - ideal de
tranquilidade de espírito);
* Tom reflexivo, moralizante;
* Equilíbrio, autodisciplina, sobriedade,
espírito grave, ansioso de perfeição;
* O poeta sente-se estrangeiro no
mundo e fecha-se na sua concha;
* Ideal horaciano (áurea mediocritas);
* Emoção intelectualizada. |