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Fernando Pessoa

 

RICARDO REIS – O POETA NEOPAGÃO
 

(Quadro sinótico da sua poética)

 

 

PLANO FÓNICO-FORMAL

 

 

PLANO MORFOSSINTÁTICO

 

PLANO IDEOLÓGICO/

CARATERÍSTICAS GERAIS

* Construção formalmente perfeita, com esquema métrico e melódico (versos isométricos e isorrítmicos);


* Formas métricas preferidas: a
ode sáfica e o epigrama;


* Exploração dos efeitos fónicos (do significante): rimas interiores, assonâncias, aliterações – palavras musicais envolvendo ideias;


* Repetições intensivas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* Linguagem clássica, arcaizante latinizante, erudita, trabalhada, concisa, hermética, mas sugerindo o fluir do pensamento;


* Recurso frequente a latinismos:
   - "atro" (= negro).
   - "ledo" (= alegre)
   - "ínfero" (= baixo, inferior;
       inferno).
   - "estígio" ( de Estige = rio dos
       infernos; infernal).
   - "volucres" (= velozes,
      passageiros, efémeros).
   - "inscientes" (= ignorantes);


* Uso latino de substantivos, como atributos predicativos: "Olhos,   lagos que a morte seca.";


* Predileção pelo gerúndio e pelo
   particípio;


* Predomínio da 2.ª pessoa(discurso dirigido a um interlocutor, normalmente designado por um antropónimo horaciano: Lídia, Cloé,
Neera...);


* Construções sintáticas ousadas, com recurso frequente às anástrofes e aos hipérbatos ("As rosas amo dos jardins de Adónis";


 * Estilo horaciano (tal como Horácio, usa, por exemplo, o plural "nosso"), construído laboriosamente.

 

* Temáticas desenvolvidas/ ideias preconizadas:

    - Os desígnios maléficos   do Fatum, da Velhice e da Morte (o além-mundo),
    -  A busca de um prazer relativo, fugaz, sem a perda da liberdade interior (epicurismo),
    - A aceitação calma da ordem das coisas,
    - A transitoriedade da vida (a mudança),
    - A indiferença dos deuses pela humanidade (paganismo),
    - Exaltação da vida e da beleza),
    - A indiferença perante a dor e o prazer (ataraxia estoica - ideal de tranquilidade de espírito);


* Tom reflexivo, moralizante;


* Equilíbrio, autodisciplina, sobriedade, espírito grave, ansioso de perfeição;


* O poeta sente-se estrangeiro no mundo e fecha-se na sua concha;


* Ideal horaciano (áurea mediocritas);


* Emoção intelectualizada.

 

POESIA REVELADORA DA SUA FORMAÇÃO CLÁSSICA

 

Escola Secundária Camilo Castelo Branco, V. N. Famalicão, 2010/2011

 

Publicado pelo professor,
Joaquim Matias da Silva

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© Joaquim Matias  2011/2013

 

 

 

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