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Fernando Pessoa

 

AS ROSAS AMO DOS JARDINS DE ADÓNIS

 

(11-7-1914)

 

As rosas amo dos jardins de Adónis,
Essas volucres amo, Lídia, rosas,
        Que em o dia em que nascem,
        Em esse dia morrem.

A luz para elas e eterna, porque
Nascem nascido já o Sol, e acabam
        Antes que Apolo deixe
        O seu curso visível.

Assim façamos nossa vida um dia,
Inscientes, Lídia, voluntariamente

        Que há noite antes e após

        O pouco que duramos.

 

 

 

 

 

 

Estátua de Adónis.

 


Odes de Ricardo Reis. Fernando Pessoa. (Notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (imp.1994).

 

 

 

Publicado por

Joaquim Matias da Silva

 

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