A acção desenrola-se em diversos
locais, exteriores e interiores, embora não haja
indicações cénicas (didascálias) reportando-se a
cenários diferentes.
Vários são os espaços
físicos referidos ao longo da peça, quer
nacionais (Lisboa
-
Rossio,
sede dos senhores do poder;
Campo d' Ourique,
onde se situava o regimento de Gomes Freire;
Fortaleza de
S. Julião da Barra, em Oeiras, onde esteve preso
Freire de Andrade.
Largo do Rato,
lugar de perseguições
policiais;
botequim do Marrare,
ligado aos conspiradores;
Campo de Sant'Ana,
onde
foram queimados os revoltosos, Gomes Freire incluído - e zonas limítrofes), quer
estrangeiros (Paris,
Europa
em geral, onde se desenrolaram as batalhas em que Gomes
Freire esteve envolvido), mas o mais
vezes mencionado, sobretudo no acto II, é
S.
Julião da Barra, em cujo forte esteve preso o
general Gomes Freire de Andrade.
ESPAÇO SOCIAL
É o meio social em que estão
inseridas as personagens, havendo vários espaços
sociais, distinguindo-se uns dos outros pelo vestuário e
pela linguagem das várias personagens - espaço dos
privilegiados (governadores, nobreza, clero...), espaço
dos renegados (povo), espaço dos injustiçados (general
Gomes Freire e seus seguidores, Matilde...).
ESPAÇO PSICOLÓGICO
Diz respeito ao mundo interior das
personagens, onde se geram as emoções, os conflitos, os
anseios... Personagens de grande densidade e riqueza
psicológicas, em quem se (pres)sente um estado de
convulsão interior mais ou menos elevado, são Matilde,
Manuel e Rita, o Principal Sousa.