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Sttau Monteiro
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Sttau Monteiro
 

FELIZMENTE HÁ LUAR! -  Outras personagens

 

 

OS DOIS POPULARES


Personagens anónimas, representam a classe popular que vive no anonimato, que passa despercebida, sem, todavia, se deixar de sentir vítima de injustiças de toda a ordem, que lhe deixam o corpo faminto e andrajoso e a alma dilacerada.

 

 

OS DOIS POLÍCIAS

 

 

 

Simbolizam o exercício da autoridade do governo. Conscientes do seu poder, ameaçam constantemente o povo. Agem, porém, por obediência, respeitando uma hierarquia estabelecida e chegam a ser ingénuos, como o comprova o diálogo que trava com o Vicente (pp. 31-32).

 

 

 

Os dois polícias - TEP, 2004.

 


O ANTIGO SOLDADO

 

Antigo soldado, no meio do povo.

Mais uma personagem sem nome, facto que nos remete, desde logo, para a sua insignificância. É o símbolo de todos os soldados que, quando não prestam para a vida militar (pela idade ou por se terem ferido em combate) são pura e simplesmente ignorados, rejeitados, vivendo de esmolas.

 

Por extensão, representa todos os rejeitados pela sociedade, porque deixaram de ser "úteis" a essa mesma sociedade (deficientes, aleijados, idosos...).

 

 

O POVO

 

Constitui o “pano de fundo permanente” da peça.


Como personagem colectiva, reflecte bem a miséria, a ignorância e a exploração de que é vítima pelos mais poderosos (p. 21).

Está cercado por um ambiente de medo, de intimidação constante, de tristeza, de horizontes fechados, simbolizado     no   ruído

Cena de Felizmente Há Luar!, Acto II: Matilde entre os elementos do povo e, à esquerda, o Antigo Soldado.

TEP (2004)

contínuo dos tambores  que   abafam  a sua voz e na intervenção constante da polícia (pp. 77-78 e 81).

 

 

FREI DIOGO

 

 

Frei Diogo, numa representação da peça Felizmente Há Luar!

Homem bom, compreensivo, generoso, não alinha com a maquinação Estado/Igreja. Confessor do general Gomes Freire de Andrade, percebe perfeitamente que a sua condenação não tem outra motivação que  "As razões do Estado..."  (p.   122).

 

Por isso condena a insensibilidade do Principal Sousa: "Não faça a Deus o que os homens fizeram ao general Gomes Freire: não O julgue sem O ouvir. Deus carece cada vez mais desse direito." (p. 128). Representa todos os clérigos que seguem verdadeiramente a mensagem de Cristo.

 

Joaquim Matias da Silva

 

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© Joaquim Matias 2008

 

 

 

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