Camilo Castelo Branco
Fernando Pessoa
José Saramago
Sttau Monteiro
Outros
Sttau Monteiro
 

FELIZMENTE HÁ LUAR!

 

- Sequências dramáticas -

ACTO I

 

Possível

divisão em cenas

SEQUÊNCIAS DRAMÁTICAS

PP.

1

 

Monólogo de Manuel sobre a situação política de Portugal.

As frases iniciais proferidas ("Que hei-de eu fazer? Sim, que hei-de eu fazer"?), repetidas no início do acto II, acentuam a sua impotência e a impossibilidade de todos os que ele representa (os elementos do povo e seus aliados) em mudarem o rumo dos acontecimentos, o statu quo, que mergulhava a pátria na escuridão, como resultado de um regime ditatorial assente na ignorância, na prepotência, na delação e no medo.

 

 

15-16

 

2

 

Diálogo sobre o mesmo tema em que participam outras personagens – elementos do povo (1.º Popular, Rita, o Antigo Soldado, 2.º Popular, 3.º Popular, uma velha, uma voz, outra voz, Vicente).


O nome do general Gomes Freire de Andrade é invocado positivamente, havendo apenas uma voz discordante: a de Vicente, que não aceita a distinção entre Gomes Freire e os outros generais, "porque essa gente é toda igual".

 

 

17-24

 

 

 

 

24

 

 

 

 

3

 

Chegam dois polícias que dispersam o grupo de populares, com excepção, mais uma vez, de Vicente, que revela uma certa cumplicidade com os agentes da autoridade e mostra-se interesseiro e disposto a trair o povo desde que daí advenham recompensas pessoais.


Gomes Freire, símbolo da Liberdade para o povo, nada significa para ele, que só acredita "em duas coisas: no dinheiro e na força. O general não tem uma nem outra".

 

 

24-32

 

 

 

 

 

25

 

 

 

4

 

Vicente é levado à presença de D. Miguel e do Principal Sousa. A troco da promessa de um cargo na chefia na polícia, Vicente é incumbido por eles de espiar a vida de Gomes Freire e de fazer "uma lista das pessoas com quem o general se dá".

 

 

26-38

 

 

 

 

5

 

Vicente profere um discurso ambíguo que serve o seu oportunismo sem deixar, contudo, de criticar a prepotência dos governadores. É assim que responde quando o principal Sousa defende a origem divina do poder: "O povo, Reverência, não leu o ' Eclesiastes ' e pouco se preocupa com a origem do poder. Interessa-lhe mais o preço do pão... Talvez, se o ensinassem a ler, tomasse conhecimentos do ' Eclesiastes' ".


A sua falta de escrúpulos e a sua ironia são reforçadas pela gradação do seu riso, conforme se lê na didascália: rindo-se, ria-se muito, rindo-se mais ainda.

 

 

36

 

 

 

 

 

 

 

39

 

 

 

6

 

Diálogo entre D. Miguel Pereira Forjaz, William Beresford e o Principal Sousa, governadores do reino, que conversam sobre o clima de conspiração. Deste diálogo ressaltam o medo dos governadores e a adversidade entre Beresford e o representante da Igreja, o Principal Sousa.


O Marechal demonstra também a pouca consideração que lhe merecem os denunciantes Andrade Corvo e Morais Sarmento.
 

 

39-44

 

 

 

 

 

44-47

 

 

7

 

Estes dois últimos “bufos” são recebidos friamente pelos governadores e incumbidos, sob a ameaça de serem castigados pelo seu passado de pedreiros-livres, de obter "seja como for" informações sobre os conspiradores.

 

 

47-52

 

 

 

 

8

 

Diálogo entre D. Miguel, o Principal Sousa e Beresford, onde este último assume o seu sentimento de superioridade em relação a Portugal e confessa estar no nosso país apenas pelo dinheiro. Nesta conversa, D. Miguel defende a necessidade de encontrar um responsável pela conspiração que se prepara: "A pergunta é: quem deve, ou convirá que tenha sido o chefe da revolta?".

 

 

60

 

 

 

 

 

 

9

 

Vicente traz informações sobre as pessoas que frequentam a casa do general Gomes Freire.


Os governadores trocam impressões sobre a pessoa que mais lhes convém acusar como sendo o chefe da conjura.


Andrade Corvo, Morais Sarmento e Vicente vão trazendo notícias alarmantes sobre a revolta que se prepara.
 

 

60-61

 

 

61

 

 

61-70

 

 

10

 

D. Miguel não tem pejo em condenar um inocente; Beresford revela, num longo monólogo, o seu interesse pessoal em liquidar Gomes Freire; os governadores não escondem o seu medo e incentivam os denunciantes (nem que tenham de vender a alma ao diabo) a saberem o nome dos chefes.
 

 

68-69

 

 

 

 

 

11

 

Atinge-se o clímax da tensão, quando os denunciantes pronunciam o nome que interessa aos governadores: Gomes Freire d’Andrade.

JMS

 

70- 74

 

 

 

O primeiro acto termina em festa pela condenação do General Gomes Freire.

 

Joaquim Matias da Silva

 

Voltar

Início da página

 

© Joaquim Matias 2008

 

 

 

 Páginas visitadas