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D. JOÃO II 

 

Rei de Portugal entre 1481 e 1495. Natural de Lisboa, era filho de D. Afonso V e de D. Isabel.  Participou activamente na conquista de Arzila em 1471 e, nesse ano, casou com D. Leonor.

 

Três anos mais tarde, assumiu a gestão política da estratégia dos Descobrimentos e soube usar argumentos tácticos na defesa dos direitos de Portugal contra os interesses de Castela.

 

Em 1476, participou vitoriosamente na batalha de Toro e, à morte de D. Afonso V, em 1481, assumiu definitivamente o governo do reino, tal como já o fizera na ausência de seu pai. A sua preocupação política centrou-se no restabelecimento do poder central e no saneamento das finanças públicas, contando com o apoio das cortes.

 

Mandou executar o terceiro duque de Bragança, D. Fernando (1483), acusado de traição à pátria, e atacou pessoalmente D. Diogo, irmão da rainha, num exercício punitivo de todos os inimigos do poder central.

 

Foi no reinado de D. João II que Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança.

Desenvolveu esforços de restauração da lei e das instituições, sendo reputado o seu apurado sentido de justiça. Deu incentivos à exploração ultramarina e preparou a viagem à Índia. Por questões de diplomacia externa, depois da assinatura do tratado de Tordesilhas (1494), orientou a sua atenção para outros domínios, como as letras, as artes e os estudos náuticos, encarregando-se também da reestruturação da assistência hospitalar. Durante o seu breve reinado, conseguiu formar as bases que lançariam Portugal no seu período áureo.

 

(in História Universal de Portugal,

Texto Editora, c/adaptações)

 

Publicado por

Joaquim Matias da Silva

 

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