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FREI LUÍS DE SOUSA -
ACTO III
CENA II
JORGE,
MANUEL DE SOUSA E TELMO
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Telmo
(batendo de fora à porta do fundo)
- Acordou.
Manuel
(sobressaltado)
- É a voz de Telmo. |
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Jorge
- É. (indo abrir a porta) Entrai, Telmo.
Telmo
- Acordou.
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Jorge
- E como está?
Telmo
- Melhor, muito melhor, parece outra. Está muito
abatida, isso sim; muito fraca, a voz lenta, mas os
olhos serenos, animados como dantes e sem aquele
fuzilar
de ontem. Perguntou por vós... ambos.
Manuel
- E pela mãe?
Telmo
- Não: nunca mais falou nela.
Manuel
- Oh! filha, filha!... |
Jorge
- Iremos vê-la. (pega na mão do irmão)
Tu prometes-me...
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Manuel
- Prometo.
Jorge
- Vamos. (chamando a Telmo para a boca da cena) Ouvi,
Telmo; lembrai vos do que vos disse esta manhã?
Telmo
- Não me hei de lembrar?
Jorge
- Ficai aqui. Em nós saindo, puxai aquela corda que vai
dar à
sineta
da
sacristia; virá um
irmão converso; dizei
lhe o vosso nome, ele ir se á sem mais palavra, e vós
esperai. Fechai logo esta porta por dentro, e não abrais
senão à minha voz. Entendestes? |
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Telmo
Ide descansado.
Joaquim
Matias da Silva
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