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FREI LUÍS DE SOUSA - ACTO III

 

CENA VIII

 

MADALENA, MANUEL de SOUSA, JORGE

 

Madalena

‑ Jorge, meu irmão, meu bom Jorge, vós, que sois tão prudente e reflectido, não dais nenhum peso às minhas dúvidas?

 

Jorge

‑ Tomara eu ser tão feliz que pudesse, querida irmã.

 

Madalena

‑ Pois entendeis?...

Manuel

‑ Madalena... senhora! Todas estas cousas são já indignas de nós. Até ontem a nossa desculpa, para com Deus e para com os homens, estava na boa‑fé e seguridade de nossas consciências.  Essa   acabou.    Para

nós já não há senão estas mortalhas (tomando os hábitos de cima da banca) e a sepultura de um claustro. A resolução que tomámos é a única possível; e já não há que voltar atrás... Ainda ontem falávamos dos condes de Vimioso... Quem nos diria... oh, incompreensíveis mistérios de Deus! Animo, e ponhamos os olhos naquela cruz! Pela última vez, Madalena... pela derradeira vez neste mundo, querida... (Vai para a abraçar e recua) Adeus, adeus! (Foge precipitadamente pela porta da esquerda).

 

(abraçam‑se; Madalena vai até fora da porta com ele)

 

Joaquim Matias da Silva

 

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© Joaquim Matias 2009

 

 

 

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