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FREI LUÍS DE SOUSA
CENA XI
Manuel de Sousa, Miranda e os outros criados

Manuel
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Meu pai morreu desastrosamente
caindo sobre a sua própria espada. Quem sabe se eu
morrerei nas chamas ateadas por minhas mãos? Seja. Mas
fique‑se aprendendo em Portugal como um homem de honra e
coração, por mais poderosa que seja a tirania,
sempre lhe pode resistir, em perdendo o amor a coisas
tão vis e
precárias como são esses
haveres que duas faíscas destroem num momento...
como é esta vida miserável que um sopro pode apagar em
menos
tempo ainda! (arrebata duas tochas das mãos
dos criados, corre à porta da esquerda, atira com uma
para dentro; e vê‑se atear logo uma labareda imensa. Vai
ao fundo, atira a outra tocha; e sucede o mesmo.
Ouve‑se alarido de fora.)
Joaquim
Matias da Silva
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