«As ciências explicam tudo para a inteligência e nada
para o coração»
François-René Auguste de Chateaubriand nasceu em
Saint-Malo, decorria o ano de 1768, no dia 4 de
Setembro, vindo a falecer em Paris, em 4 de Julho de
1848.
Conhecido como visconde de Chateaubriand, foi um
escritor, ensaísta, diplomata e político francês. A
sua variada e magnífica obra literária, de índole
pré-romântica, imortalizou-o e exerceu uma
profunda influência na literatura romântica de raiz
europeia, incluindo a lusófona.
Aos 18 anos de idade já era subtenente e, pouco tempo
depois, teve a honra de ser apresentado ao então rei de
França, Luís XVI, pelo que passou a frequentar a corte
em Paris.
Esteve
na
América,
coincidindo o seu regresso ao país natal com o período
conturbado, subsequente à Revolução Francesa (1789),
vindo a emigrar, em 1792, para
a Inglaterra,
onde passou a viver. De volta a França, em 1800, apesar
de lisonjeado por Bonaparte, acabou rompendo com ele
após o assassínio do Duque d'Enghien. No mesmo ano
sofreu um enorme desgosto ao ter notícias da morte da
mãe e da irmã, e tornou a abraçar a fé católica.
Durante a Restauração, foi embaixador em Londres, depois
ministro dos Negócios Estrangeiros, de 1822 a 1824, mas
manifestou sua oposição às nomeações feitas por Carlos
X.
Distanciando-se, de vez, de Napoleão, zarpou de viagem
em 1806, agora rumo ao
Oriente,
visitando lugares tão longínquos como a
Grécia, a Turquia, o Egipto e o Magrebe,
em busca dos lugares onde a fé cristã começara. Em
resultado desta sua experiência publicou
Os Mártires
(1809), que se tornariam a ilustração das teses
defendidas em o
Génio do
Cristianismo
(1802), uma obra que lhe assegura, definitivamente, a
reputação literária.
Impõe-se, ainda, na poesia, com
Poésies
Diverses,
Tableaux de la Nature,
Le
Paradis Perdu,
no romance e na novelística, com
Atala
(1801)
René
(1802) e no ensaio e correspondência, com
De Buonaparte et des Bourbons
(1814),
Itinéraire de Paris à Jérusalem et de Jérusalem à Paris
(1811),
Sur L'Art du Dessin dans les Paysages,
Mélanges
Politiques,
Mémoires
d'Outre-Tombe
(1848–1850),
Politique: Opinions
Et Discours,
Essai
Historique,
Politique Et Moral Sur Les Révolutions Anciennes Et
Modernes,
Essai
sur les révolutions
(1797),
Voyage En Amérique, Voyage Au Mont-Blanc, Voyage en
Italie, Études Historiques, Réflexions Et Maximes,
Correspondance Avec La Marquise De Vichet
e
Shakespeare.
Mas a sua obra-prima é, sem dúvida, o diário apaixonado
da sua vida -
Memórias de
Além-Túmulo
(Mémoires
d'Outre-Tombe
-1848–1850).