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D. NUN' ÁLVARES PEREIRA

 

Condestável português, comandante das tropas partidárias de D. João I na batalha de Aljubarrota.

 

D. Nuno Álvares Pereira pertencia a uma família fidalga, sendo filho do prior da ordem do Hospital, D. Álvaro Gonçalves Pereira, e de D. Iria Gonçalves do Carvalhal, uma dama do paço. Em 1373 entrou na corte do rei D. Fernando, sendo então escolhido para escudeiro da rainha D. Leonor Teles, e, pouco tempo depois, armado cavaleiro. Casou por conveniência, a 15 de Setembro do 1376, com D. Leonor de Alvim, de quem teve filhos; porém, só uma filha, D. Beatriz, sobreviveria.

 

Durante a crise de 1383, em virtude da morte de D. Fernando, e como a rainha regente quisesse proclamar a filha e o genro sucessores do trono, colocou-se ao lado do Mestre de Avis.

 

Pouco tempo depois, o povo de Lisboa elevou D. João à função de " Regedor e Defensor do Reino " e este chamou-o então para o conselho do governo.  Nomeado fronteiro de Entre Tejo e Guadiana, D. Nuno Álvares Pereira obteve o seu primeiro êxito na batalha dos Atoleiros (6 de Abril de 1385), após a qual foi nomeado condestável do reino.

 

Durante as guerras com Castela, a acção de D. Nuno Álvares Pereira foi também notável, sendo o seu génio militar coroado de êxito na esquematização do exército português na batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385) e na batalha de Valverde (15 de Outubro de 1385).

Representação da Batalha de Aljubarrota.

 

Em 1388 iniciou a edificação da capela de São Jorge de Aljubarrota e, em 1389, a do convento do Carmo Convento do Carmo, em Lisboa, onde se instalaram os frades da Ordem do Carmo, no ano de 1397. Dividiu com os seus companheiros de armas grande parte das terras que lhe haviam sido doadas e, no fim da vida, repartiria também pelos netos os seus domínios e títulos.

Participou ainda na conquista de Ceuta (1415), onde se distinguiu com grande valor.

 

D. Nuno Álvares Pereira terminaria a sua vida em devoção. A 15 de Agosto de 1423 professou no mosteiro do Carmo, tornando-se o frade Nuno de Santa Maria, onde veio a falecer. O povo cedo o apelidou de Santo Condestável, em virtude da sua benemerência, heroísmo e fé, sendo beatificado pelo papa Bento XV, a 23 de Janeiro de 1918 e venerado a 6 de Setembro.

(in História Universal de Portugal, Texto Editora)

 

 

História para os mais novos:

 

NUNO ÁLVARES PEREIRA

 

Nuno Álvares Pereira é um dos cavaleiros portugueses mais conhecidos da nossa história, não só pela sua bravura, mas por toda a história da sua vida.

Filho de uma família fidalga, Nuno Álvares Pereira nasceu a 24 de Julho de 1360 e tinha pouco mais de 20 anos quando se deram as suas grandes aventuras contra os exércitos castelhanos.

Com apenas 13 anos entrou para a corte do rei D. Fernando, sendo então escolhido para ser escudeiro da rainha D. Leonor Teles ao mesmo tempo que aprendia tudo sobre a guerra e as armas com um tio. Pouco tempos depois foi logo armado cavaleiro.

 

Sabias que se casou com apenas 16 anos?

 

Pois é, nesse tempo era mesmo assim! Casou-se por conveniência dos pais em 1376, com D. Leonor de Alvim. Também esta situação era muito comum na época.

Durante a crise de 1383, provocada pela morte de D. Fernando, colocou-se ao lado do Mestre de Avis, que parecia mais preocupado em defender os interesses de Portugal do que D. Leonor Teles, a regente do reino.

 

D. João, Mestre de Avis, chamou-o para o conselho do governo e mais tarde, durante as cortes de Coimbra, nomeou-o Condestável do Reino, um cargo criado pelo rei D. Fernando.

 

Entre 1383 e 1385 liderou o exército português a várias vitórias, sendo as mais conhecidas as da Batalha de Aljubarrota e da Batalha dos Atoleiros, onde usou a técnica do quadrado.

 

Esta técnica baseou-se numa estratégia militar usada por Alexandre Magno em exércitos maiores, e que Nuno Álvares Pereira tinha descoberto há pouco tempo num livro. Decidiu adaptá-la e resultou!

 

Em 1388 iniciou a edificação da capela de São Jorge de Aljubarrota e, em 1389, a do convento do Carmo, em Lisboa, onde se instalaram os frades da ordem do Carmo, no ano de 1397.

Tornou-se rico e poderoso, mas soube dividir com os seus companheiros de armas grande parte das terras que lhe foram doadas. No fim da vida, teve o cuidado de repartir também pelos netos os seus domínios e títulos.

 

Sabias que a sua vida de soldado não acabou com a crise de 1383/85?

 

Ainda participou na conquista de Ceuta, em 1415, onde mostrou novamente o seu grande valor.

Nunca perdeu uma batalha que fosse liderada por si. Conta-se que a sua espada, que tinha o nome de Maria gravado, lhe dava a devida protecção.

Nuno Álvares Pereira acabou a sua vida ligado à Igreja. Com efeito, depois de se tornar viúvo entrou para o Mosteiro do Carmo em 1423, por ele fundado, mudando o nome para frade Nuno de Santa Maria. Ora, foi exactamente por ter dedicado os seus últimos dias à Igreja e a ajudar os mais pobres que, depois da sua morte, em 1431, o povo começou a chamá-lo de Santo Condestável. Este título nunca foi verdadeiro, mas ficou perto com a sua beatificação em 1918.

 

Uma das filhas de Nuno Álvares Pereira casou com D. Afonso, um dos filhos de D. João I, dando início à Casa de Bragança, uma família que reinou em Portugal e da qual é descendente D. Duarte de Bragança.

in http://www.junior.te.pt

 

Publicado por

Joaquim Matias da Silva

 

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