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FREI LUÍS DE SOUSA - Introdução

 

 

 

 

 

 

 

 

É o maior drama romântico português, da autoria de Almeida Garrett, e uma das melhores peças teatrais da nossa literatura. Foi representada pela primeira vez em l843 e publicada no ano seguinte.

A acção, nos seus traços fundamentais, radica na vida real de Frei Luís de Sousa (Manuel de Sousa Coutinho): D. João de Portugal foi dado como morto na batalha de Alcácer Quibir. Sua mulher, D. Madalena de Vilhena, depois de sete anos de espera, casa com Manuel de Sousa Coutinho. Deste segundo casamento nasceu uma filha, D. Maria. Só Telmo, o velho criado, permanece fiel ao seu antigo amo (D. João) acreditando, por isso, no seu regresso - o que cria um clima de presságio. De facto, numa fatídica sexta-feira, D. João regressa na figura de romeiro, o que naturalmente leva à destruição da família. D. Manuel e D. Madalena decidem professar e a filha acaba por morrer "de vergonha".

 

Vários aspectos fazem desta peça uma obra-prima do teatro: a sua sublime simplicidade trágica, a presença do mito sebastianista, a sobriedade dos recursos técnico-expressivos, de modo que o espectador se centre no essencial, contemplando situações em que o Homem se defronta com o enigma e o peso do Destino. Assinale-se, por fim, a inconstância afectiva de Telmo, entre D. João e Maria de Noronha, a filha do segundo casamento de D. Madalena de Vilhena.

Joaquim Matias da Silva

 

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