Em 21 de Novembro de 1806,
Napoleão impunha a todos os países da Europa o Bloqueio
Continental a Inglaterra. Ora, Portugal era um velho
aliado da Grã-Bretanha e não estava disposto a fechar os
portos aos navios ingleses, nem a cortar relações
diplomáticas com esse país, dadas as consequências
políticas e económicas que daí poderiam advir.
Perante essa resistência
do governo português, e expirado o ultimato, o
imperador dos franceses assinou com a Espanha, a
27 de Outubro de 1807, o tratado de
Fontainebleau, segundo o qual Portugal seria
conquistado e posteriormente dividido entre a
França e a Espanha.
Assim começou a guerra
peninsular, que decorreu de 1807 a 1813, e dela
fizeram parte as três invasões francesas
ordenadas por Napoleão: a primeira teve lugar a
19 de Novembro de 1807, quando Junot, à frente
de um exército de 25. 000 homens invadiu o país,
sendo derrotado pelas forças anglo-lusas em
Roliça e em Vimeiro; a segunda, em Fevereiro de
1809, chefiada por Soult que, à frente de um
exército de 80. 000 homens, invade o nosso
território por Trás-os-Montes, não tendo
passado, porém, do Porto, onde o pânico levou ao
desastre da Ponte das Barcas; finalmente, a terceira,
em Julho de 1810, em que
Massena, com o seu exército, é flagelado em Almeida e
castigado no Buçaco, tendo parado frente às Linhas de
Torres e retirado em 1811.
Os confrontos da guerra
peninsular, que envolveram tropas francesas, espanholas,
inglesas e portuguesas, só terminaram com o armistício
de Abril de 1814.
Calcula-se que, no total, as
baixas sofridas pelas tropas portuguesas, durante os
seis anos de guerra, terão rondado os 5160 mortos.
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Joaquim Matias da Silva
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